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Petista diz que julgamento do mensalão será bom para partido

Folhapress
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São Paulo - O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), ex-líder do governo na Câmara, afirmou ontem que o julgamento do mensalão será influência positiva para o partido mesmo em período eleitoral. “Ao contrário do que muitos pensam, acho bom o julgamento ser agora porque há muita acusação e pouca prova.”

Ele disse estar certo de que “as principais acusações são falsas, e que, por isso, o julgamento será bom para o partido”.

“Nas campanhas de 2006, 2008 e 2010, a base principal dos adversários foi essa - mensalão. Em 2012 vai ser assim também com a ponderação do julgamento do Supremo à luz dos fatos e dos autos”, disse o deputado.

 

Novo documento da PGR

Os advogados Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias, que defendem réus do processo do mensalão, pediram ontem ao STF autorização para ter acesso a um recente documento no qual o Ministério Público Federal reafirma suas acusações contra os suspeitos de envolvimento no esquema.

Mesmo que o pedido dos advogados seja atendido pelo STF, o julgamento não será adiado. O início do julgamento está marcado para a próxima quinta-feira, dia 2 de agosto, e deverá durar mais de um mês. Além de Thomaz Bastos e Dias, outros defensores protocolaram requerimentos no Supremo. Nenhum deles deverá ser capaz de adiar o início do julgamento.

Ex-ministros da Justiça, Thomaz Bastos e José Carlos Dias querem ter acesso a um memorial entregue na semana passada no Supremo pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Como chefe do Ministério Público Federal, caberá Gurgel fazer a acusação contra os réus do mensalão. Ele quer que o STF condene 36 dos 38 acusados de envolvimento no esquema.

 

Jefferson quer Lula

O advogado Luiz Francisco Corrêa Barbosa, que defende o presidente do PTB, Roberto Jefferson, no processo do mensalão, afirmou ontem que vai insistir, durante o julgamento, na inclusão de Lula como réu no caso. O advogado deve fazer sua sustentação da tribuna do STF no dia 10 de agosto.

O defensor no processo diverge da linha adotada por Roberto Jefferson desde que revelou em 2005 o suposto esquema de compra de apoio político no governo Lula. Para Jefferson, Lula não sabia.  “Não é o que a produção da prova e as diligências comprovaram e eu constatei nos autos”, afirmou o advogado. O presidente do PTB é réu na ação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

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