Chegou definitivamente ao fim, neste sábado, o sonho de medalhas para o Brasil em três classes da vela olímpica. Bruno Fontes, na Laser, Adriana Kostiw, na Laser Radial, e Patrícia Freitas, na RS:X feminina, já deram adeus à disputa pelas primeiras posições após as duas regatas de cada classe disputadas neste sábado.
Quem chegou mais perto da medal race, etapa que reúne 10 barcos e vale o dobro de pontos, foi Bruno Fontes. Representante do Brasil em uma classe que já rendeu três medalhas ao País na história olímpica, o atleta de 32 anos terminou a competição no 13.º lugar da classificação geral, com 125 pontos perdidos, 16 a mais do que o décimo colocado. Ainda assim, foi melhor do que em Pequim. Há quatro anos, ele terminou em 27.º.
Neste sábado, precisava de praticamente um milagre para ir à medal race. Na primeira regata, porém, ele não foi bem, terminando em 16.º. Depois, quando o top 10 já era impossível, foi o quinto na segunda regata do dia.
Mulheres
A RS:X feminina ainda terá mais duas regatas no domingo, mas Patrícia Freitas já não tem mais chances nem matemáticas de ficar entre as 10 primeiras e avançar à medal race. A atleta de 22 anos tem 100 pontos perdidos, contra 60 da décima colocada. Ocupa a 15.ª posição e, se mantendo assim, vai superar o seu desempenho dos Jogos de Pequim, quando fez sua estreia olímpica terminando em 18.º.
Nas duas regatas deste sábado em Weymouth ela conquistou resultados pouco piores do que vinha tendo, com um 16.º e um 19.º lugares. Assim, perdeu uma posição na classificação geral.
Já na classe Laser Radial, Adriana Kostiw voltou a ficar entre as últimas, terminando a primeira regata do dia em 30.º e a segunda em 34.º, e caiu ainda mais na classificação geral, terminando a Olimpíada em 25.º, com 216 pontos perdidos, mais do que o dobro da décima colocada.
Primeiros
A disputa por ouro e prata na Laser será restrita a dois competidores. O australiano Tom Slingsby, cinco vezes campeão da classe, tem amplo favoritismo, uma vez que pode chegar até sete posições atrás do seu rival, Pavlos Kontides. Este, porém, já fez história, uma vez que garantiu a primeira medalha olímpica para o Chipre em todos os tempos. Suécia e Croácia disputam o bronze.
Na Laser Radial, a medal race promete ser emocionante. Quatro barcos, de China, Holanda, Irlanda e Bélgica estão praticamente empatados, dois com 33 e um com 34 pontos perdidos. Quem chegar na frente do pelotão leva o ouro. O último dos quatro fica sem medalha.