TÊNIS DE RODAS
Após um período em férias, o projeto “Tênis de Rodas”, que conta com a coordenação do professor Helder Gouvêa, e agora com oito cadeiras de rodas apropriadas para o esporte, está voltando às atividades nessa semana. Pessoas com alguma deficiência dos membros inferiores que as impossibilitem de se movimentar normalmente (cadeirante ou não) e que queiram participar, podem entrar em contato com o professor Helder, pelos telefones 3313-9565 ou 9651-8554 ou, também pelo e-mail: helder.tenis@hotmail.com. As aulas acontecem na Praça Paradesportiva, localizada na quadra cinco da Av. Nuno de Assis.
CAMPEÃO
O bauruense Carlos Salzedas (Projeto-Imóveis) venceu no último final de semana o torneio XXV Guarulhos Tênis Clube, na categoria 55/59 anos “B”. Salzedas, até então 8º do ranking paulista na categoria, venceu na semifinal ao paulistano Jânio Andrade, o quarto colocado do ranking e na final ao também paulistano Luiz Imbroisi, o sexto do ranking.
OLIMPÍADAS
A modalidade tênis de campo, nas Olimpíadas de Londres, foi encerrada no último domingo. Nas simples masculinas, o britânico Andy Murray conquistou a medalha de ouro ao bater o suíço Roger Federer por 3 sets a 0. Gustavo Kuerten (Guga) comentou em seu microblog que Federer, mesmo derrotado, deu uma aula, ao dizer: “Não perdi o ouro, ganhei a prata”. Nas simples femininas, a americana Serena Willians, segundo palavras dela, na melhor partida de sua vida, arrasou a russa Maria Sharapova, por 6/1 e 6/0. Os demais resultados foram: Duplas masculinas: país campeão, Estados Unidos, com Bob e Mike Bryan; sendo a França vice-campeã, com Michael Llodra e Jo-Wilfried Tsonga. Duplas femininas, país campeão, Estados Unidos, com as Irmãs Serena e Venus Willians, sendo vice-campeã a Republica Tcheca, com Andrea Hlavackova e Lucie Hrandecha. Duplas mistas, país campeão, Bielorrússia, com os jogadores Victória Azarenka e Max Mirnyi; vice-campeão, Grã-Bretanha, com Lura Robson e Andy Murray.
BRONZE
Na disputa pela medalha de bronze, nas simples masculinas, deu o argentino Del Potro, que venceu o sérvio Novak Djokovic. A medalha conquistada por Del Potro, no último domingo, fez com que a Argentina, finalmente, entrasse no quadro de medalhas dos Jogos de Londres.
OPINIÃO
Ao vencer o suíço Roger Federer, por 3 sets a 0, na final dos Jogos Olímpicos de Londres, o britânico Andy Murray pode ter superado um grande obstáculo em sua carreira: o de vencer um grande torneio, já que nunca venceu um torneio do “Grand Slam”. Jogando mais uma vez em casa (no complexo de Wimbledon) e, novamente contra aquele que o havia vencido dias antes (na final do Grand Slam inglês), na partida final dos Jogos Olímpicos, Murray teve uma performance sublime; não sentiu a pressão por estar jogando em casa, competiu de maneira quase que imbatível. Acreditamos que seu tão “sonhado título” de Grand Slam, está mais perto do que nunca; vamos conferir!
NADAL
Depois de não participar dos Jogos Olímpicos, o espanhol Rafael Nadal anunciou, na última semana, que não participaria, também, do “Masters 1000” de Toronto, no Canadá, já em andamento; assim como nas Olimpíadas, pelo mesmo motivo: problemas no joelho. Em livro de sua autobiografia, lançado em 2011, Nadal conta que, em 2005, teve problemas em um osso no pé esquerdo, e que isso quase o afastou, para sempre, das quadras, não fosse um tênis, fabricado especialmente para amenizar o tal problema, mas que, segundo os médicos, o mesmo tênis (calçado), futuramente, poderia trazer problemas ainda mais graves para os joelhos. Na época, quando o médico disse isso à eles, Sebastian, pai de Rafael disse: “Vamos tratar agora dos pés; sobre os joelhos, caso haja problemas, tratamos depois”. Será que isso já está acontecendo?
DICA
Alguns jogadores têm sérios problemas quando estão em vantagem, prestes de ganhar o jogo. Nesse momento, a ansiedade aumenta, a vitória parece certa, e muitas vezes cometem erros fáceis. Aí, é necessário não pensar na contagem e jogar “ponto por ponto”; ou melhor, pense sim, como diz o americano Brad Gilbert, em seu livro “Winning Ugly”’ (Vencendo feio): “Nesse momento, pense que o placar está inverso, quem está ganhando é o adversário, e que, portanto, você não pode cometer erros bobos, pois isto pode lhe custar a vitória. Este pensamento fará com que você jogue com mais intensidade e passe a pressão para o adversário.”
CURIOSIDADE
Com a duração de 4h26 min, o jogo entre o suíço Roger Federer e o argentino Juan Del Potro, pelas semifinais das Olimpíadas de Londres, foi o mais longo em duração, em partidas em melhor de três sets, na Era aberta do tênis. Para que se entenda, a chamada Era aberta começou em 1968, quando o tênis passou a ser um esporte profissional. Junto com a Era aberta, veio também o “tie-break” (disputado quando o “set” chega a igualdade em 6 a 6, quando vence o “set” aquele que chegar primeiro a sete pontos; se empatados em 6 pontos, aquele que alcançar dois pontos de diferença). Desde então os jogos em melhor de três sets são sempre jogados com tie-break, o que não deixa que uma partida se prolongue por muito tempo. Já nas Olimpíadas, o terceiro set é longo, ou seja, é preciso que, se empatados em seis, alguém alcance dois games de diferença. Da maneira com que os jogadores estão sacando (muito forte) atualmente, principalmente em quadras de grama, como se disputou em Londres, se torna muito difícil a quebra de saque; como consequência, as partidas são muito longas, já que não há tie- break.