Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 4 min

NOSSO LADO BOM DOS JOGOS

Como gosto mais de falar das virtudes do que dos defeitos, começo esta coluna exaltando o nosso lado bom nos Jogos Olímpicos de Londres. Palmas novamente para as nossas garotas do vôlei, o único esporte coletivo brazuca ganhador da medalha de ouro. Outros heróis, evidentemente: a judoca Sarah Menezes, o ginasta Arthur Zanetti e o técnico do vôlei feminino, José Roberto Guimarães. A piauiense Sarah fez história ao ser a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha de ouro olímpica. Zanetti conquistou histórica medalha dourada nas argolas, na ginástica artística. José Roberto, único brasileiro com três ouros olímpicos ? Barcelona-1992, Pequim-2008 e Londres-2012 - comandou uma seleção que chegou a capital britânica desacreditada pelos resultados dos últimos torneios importantes, mas acabou ganhando o título. Mas o boxe fez bonito, e a prata de Esquiva Falcão valeu ouro, assim como o bronze de Yane Marques, no pentatlo moderno. Yamaguchi, irmão de Esquiva, e Adriana Araújo, levaram bronze ? foi nossa estreia no boxe feminino. Já Yane, nascida no sertão pernambucano, conquistou o primeiro pódio da história do Brasil no pentatlo. E como era esperado, os EUA mantém o domínio olímpico.


LADO FRACO

A Seleção de Mano Menezes fracassou. A de Bernardinho também levou prata, mas fez bonito. Entendo a bronca pela derrota para o México, porque o time era favorito ao ouro, por contar com craques como Thiago Silva, Marcelo, Oscar e Neymar, entre outros. Os jogadores do vôlei não ganham como os de futebol, mas são profissionais. Assim como os de basquete, eliminados nas quartas de final. Esporte amador não existe mais há muito tempo. Hoje em dia, até atleta de malha e peteca leva uma graninha. Só que em nossa cultura, o bronze é a glória para muitos esportistas, mas no futebol, tanto faz o segundo como o décimo lugar. Já o basquete feminino, concordo que dificilmente conseguiria medalha, mas a campanha foi a pior de sua história dos Jogos. O atletismo também foi mal, não conquistando pela primeira vez, desde Barcelona-1992, nenhuma medalha. Fabiana Murer (salto com vara) e Maurren Maggi (salto em distância) eram esperanças, mas fracassaram. O judoca Leandro Guilheiro e o nadador César Cielo também não corresponderam.

MAIS OU MENOS

De acordo com a realidade brasileira, nossa delegação foi bem em Londres, com três medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze. Mas como um todo em termos de Olimpíadas, o desempenho do Brasil não foi bom. Carlos Arthur Nuzmann e demais cartolas do Comitê Olímpico Brasileiro estão comemorando a campanha, alegando que a meta foi atingida, por conta das recentes 17 medalhas, contra 15 de Pequim-2008. Mas precisamos melhorar muito para o Rio de Janeiro-2016. Afinal, nos Jogos de 2012, ficamos atrás do Cazaquistão, Irã, República Tcheca e outros países de tradição esportiva menor do que a nossa.

INJUSTIÇA

O Fluminense tem ótimo time e é forte candidato ao título brasileiro, mas a vitória sobre o Palmeiras, anteontem no Engenhão, foi injusta. A equipe de Felipão jogou de igual para igual, vem crescendo, mas sofreu um gol no fim e perdeu a chance de deixar a zona de rebaixamento.

VOLTANDO

Dispensado da Seleção Brasileira para o amistoso de amanhã contra a Suécia, em Estocolmo, Paulo Henrique Ganso desembarcou ontem em Guarulhos, e disse já estar pronto para voltar a defender o Santos. O meia colocou-se à disposição de Muricy Ramalho para o jogo de quinta-feira contra o Figueirense, em Florianópolis.

RODADA CHEIA

O Brasileiro da Série B tem rodada completa, a décima-sétima, e dos 10 jogos, o que desperta maior atenção será entre o líder Criciúma e o América-RN, sexto colocado. O Vitória pode assumir a ponta se vencer o fragilizado Guaratinguetá em Salvador e o time catarinense não ganhar da equipe potiguar. O Goiás, terceiro colocado, deve passar pelo lanterna Barueri na Grande São Paulo. O Joinville, em quarto lugar, recebe o desesperado Bragantino. O São Caetano pode voltar ao G4 se vencer o Boa em Varginha e for beneficiado por derrota do Joinville ou Goiás. Distantes da faixa de classificação à elite, Avaí e Guarani enfrentam-se no Orlando Scarpelli.

COPINHA

Depois de vencer a Santacruzense, o Noroeste enfrenta a Ferroviária sábado à noite, pela Copa Paulista. O jogo em Araraquara será pela abertura do returno da primeira fase. O Norusca é o quarto colocado, está invicto, mas a campanha não é das melhores ? quatro empates e duas vitórias.


FAÇANHA

O Guarani completou ontem, 34 anos de sua maior façanha: o título de campeão brasileiro de 1978, ao vencer o Palmeiras. O bugrino Mauro e os palmeirenses Toninho Vanusa, Jorge Mendonça, Escurinho e o técnico Jorge Vieira já são falecidos.

MEMÓRIA

Decisão do Campeonato Brasileiro de 1978: Guarani 1 x 0 Palmeiras, em Campinas, gol de Careca. Árbitro: José Roberto Wright. Público pagante: 27.086. Guarani: Neneca; Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos, Manguinha e Renato; Capitão, Careca e Bozó. Técnico: Carlos Alberto Silva. Palmeiras: Gilmar; Rosemiro, Beto Fuscão (Jair Gonçalves), Alfredo e Pedrinho; Ivo, Toninho Vanusa e Jorge Mendona; Silvio, Escurinho e Nei. Técnico: Jorge Vieira.

AQUELE ABRAÇO

Aquele abraço amigo de fé Ubiratan Silva, Maria Amélia e galeras da Semel e do handebol.

Comentários

Comentários