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Ministério Público denuncia 41 estrangeiros por tráfico internacional

Folhapress
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São Paulo - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou 41 estrangeiros acusados de tráfico internacional de drogas. O procurador de Bauru Fabrício Carrer é um dos que assinam a denuncia entre outros. Os acusados foram presos na operação Conexão Remota, da Polícia Federal, no dia 19 de julho.

A quadrilha atuava em aeroportos brasileiros para levar drogas para países da Europa, Ásia e África, e era liderada por nigerianos que moram no Brasil e recrutavam pessoas para levar o entorpecente, afirma a acusação.

Foram oferecidas à Justiça oito denúncias diferentes, entre elas pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação criminosa e financiamento de tráfico, assinadas pelos procuradores Thiago Lacerda Nobre, Fabrício Carrer e Uendel Domingues Ugatti.

Todas as conversas entre os suspeitos sobre o tráfico de drogas eram feitas em dois dialetos nigerianos. Para decifrar as gravações, a Polícia Federal contou com a cooperação do DEA (agência americana de combate às drogas), que traduzia as mensagens para o inglês.

Os homens apontados como chefes da quadrilha moravam em casas simples na zona leste de São Paulo, apesar de serem donos de mansões na Nigéria, segundo a Polícia Federal.

De acordo com a PF, o dinheiro lucrado no tráfico era usado em construções imobiliárias na país africano - ao menos quatro líderes do grupo tinham mansões na Nigéria.

Além disso, um dos suspeitos movimentou uma quantia superior a US$ 3 milhões (cerca de R$ 6 milhões) em um período de 75 dias. Durante as investigações, a polícia descobriu registro de mais de 850 remessas ilegais de dólares para o Exterior.

Para despistar os policiais brasileiros, os membros da quadrilha não tinham propriedades, moravam em casas humildes e não trabalhavam.

Segundo a polícia, a investigação começou após a prisão em flagrante de uma cidadã marroquina no aeroporto de Guarulhos (na Grande São Paulo), com 4,7 quilos de cocaína, em 2010. Ela foi absolvida, mas a PF informou que foi encontrada ligação dela com um nigeriano apontado como o principal integrante da organização.

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