Regional

Ex-prefeito de Reginópolis é preso

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Reginópolis – Após denúncia, ontem à tarde, um oficial de Justiça, acompanhado de policiais militares, cumpriu mandado de prisão contra o ex-prefeito de Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) e ex-vereador, Ivo Ferro, 72 anos. Em 2006, ele foi condenado pela Justiça de Pirajuí a seis anos de detenção, no regime inicial semiaberto, por adquirir serviços e bens, na época em que era chefe do Executivo, sem licitação.

Ferro, que foi prefeito por dois mandatos e vereador, foi preso por volta das 15h em uma residência na rua Boa Vista, no Centro da cidade. Após ser ouvido na delegacia de Reginópolis, ele foi encaminhado à Cadeia Pública de Pirajuí, onde irá aguardar a liberação de vaga para o regime semiaberto.

As denúncias contra ele foram feitas em 2006. Na ocasião, além de dispensar licitação, sem justificativa, em compras da prefeitura, o ex-prefeito foi acusado de utilizar recursos públicos em proveito próprio. A Justiça apurou que, naquele ano, ele pagou ao escritório onde seu filho trabalhava R$ 18.460,50, relativo a cópias reprográficas (xérox).

No mesmo ano, Ferro teria gasto R$ 90.031,13 em combustível em um posto do município. O estabelecimento teria sido vencedor de licitação na modalidade tomada de preços, realizada pelo Executivo. Contudo, o suposto abastecimento era feito sem controle interno da administração. Além disso, não havia provas de que o combustível era realmente entregue.

Ainda de acordo com as denúncias, em 1996, o ex-prefeito teria adquirido medicamentos em duas farmácias da cidade, totalizando mais de R$ 37 mil, também sem licitação, e ordenado confecção de 800 cartões de Natal com fotos de obras de seu governo, ao custo de R$ 480,00, que foram enviados aempresários, munícipes e autoridades locais e nacionais.

Na sua decisão, a juíza Jane Carrasco Alves Floriano julgou todas as denúncias procedentes e condenou Ferro a seis anos de detenção em regime semiaberto e prestação de serviços à comunidade. O dono do posto de combustível que teria sido favorecido pelo ex-prefeito também foi condenado à prestação de serviços comunitários.

Por ser réu primário, Ferro pôde recorrer em liberdade até a última instância. Como todos os recursos foram negados, a Justiça expediu o mandado de prisão contra ele, que foi cumprido ontem.

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