COPA DAVIS
O Brasil vai enfrentar a Rússia, nos dias 14, 15 e 16 de setembro, em duelo que vale uma vaga para o Grupo Mundial da Copa Davis de 2013. Os jogos acontecerão no Harmonia Tênis Clube, de São José do Rio Preto. As convocações dos jogadores dos dois países devem acontecer hoje, terça-feira. A dupla brasileira, formada por Bruno Soares/Marcelo Melo, assim como Thomaz Bellucci (atual 40º do mundo), como um dos jogadores de simples, certamente estarão nessa lista. A dúvida está sobre o nome do outro jogador para os jogos de simples. No último confronto do Brasil, contra a Colômbia, no mês de abril, João de Souza (Feijão), atual 155º do mundo, foi o representante nas simples, ao lado de Bellucci. Pelos últimos resultados, o melhor jogador do Brasil, depois de Bellucci, é Rogerio Silva (112º). Por não existir um segundo tenista que se destaque muito dos demais, e por ser de Rio Preto, Thiago Alves (138º) pode ser a surpresa da convocação. Pelo time russo, seis tenistas têm chances de estar entre os quatro convocados que virão ao Brasil: Mikhail Youzhny, Nikolay Davydenko, Igor Andreev, Evgeny Donskoy, Andrey Kuznetsov e Alex Bogomolov Jr.
NADAL
Alguns até acreditavam que o espanhol Rafael Nadal, ainda em tratamento médico devido a um problema no joelho, pudesse voltar às quadras no confronto de semifinais do Grupo Mundial da Copa Davis, contra os Estados Unidos, entre os dias 14 e 16 de setembro, em Gijón (ESP). Segundo o jornal espanhol “Marca”, a recuperação do tenista é lenta e ele não deve disputar o confronto. Sua volta está marcada para Pequim, em 1º de outubro, mas o “Marca” aposta como difícil até a participação de Rafael Nadal nos torneios europeus do fim do ano: Masters 1000 de Paris e ATP Finals, em Londres.
APOSENTADORIA
Na última semana dois grandes tenistas anunciaram aposentadoria assim que perderem no US Open: A belga, Kim Clijsters, 29 anos, e o americano Andy Roddick, 30 anos. Clijsters conquistou quatro Grand Slams, sendo um Aberto da Austrália, em 2011, e três US Open, em 2005, 2009 e 2010. Roddick, venceu um Grand Slam na carreira, o US Open de 2003. A última partida oficial da belga Clijsters, na carreira, teve a participação de um brasileiro; em duplas mistas, jogando ao lado do Bob Bryan, Clijsters foi derrotada no último sábado pelo brasileiro Bruno Soares e pela russa Ekaterina Makarova, por 2 sets a 1. Em simples, Clijesters perdeu na primeira rodada. Roddick continua vivo no torneio, joga hoje contra o argentino Juan Del Potro, em jogo válido pelas oitavas de final.
BAURUENSES
No 12º Open Tennis Incefra 2012, em Limeira, Carlos Salzedas (Projeto-Imobiliária), com muita garra, superando os problemas físicos nos joelhos, conquistou mais um torneio na categoria 55/59 anos B. Já em torneio, também federado, realizado na cidade de Andradina, João Pedro de Paula e Silva, foi vice-campeão da categoria 14C. Seu irmão, Luiz Francisco de Paula e Silva, com apenas 8 anos, foi vice-campeão na categoria até 10 anos. Caso continue no tênis com a mesma dedicação, certamente Luiz Francisco trará a Bauru, num futuro próximo, ótimos resultados.
EM PEDERNEIRAS
No IV Burgão Open de tênis, realizado no Tênis Clube de Barra Bonita e supervisionado pela Federação Paulista, alguns tenistas do Clube Alvorada de Pederneiras tiveram bons resultados. Na categoria 12B, Leonardo dos Santos foi vice-campeão; Rivael dos Santos foi o campeão da categoria 24 anos C; Eduardo Ferreira Schimdt foi o campeão na categoria 40C e o professor de tênis do Clube Alvorada, Paulo Abelha (Caju) foi o campeão na categoria 45/49 anos A. Para que se entenda, algumas categorias são divididas pela Federação Paulista de Tênis, em A, B e C. Essa divisão é feita de acordo com o nível técnico do jogador.
DICA
Jogadores tendem a fazer erros bobos, quando pensam em apenas colocar a bola em jogo, fazendo o “swing” (movimento do giro do corpo) mais lento e preso. Como se diz: “jogam com um jornal debaixo do braço”. Para que se entenda a frase popular no meio tenístico: colocam um jornal debaixo do braço e jogam de maneira a não deixarem esse jornal cair no chão. Em outras palavras, jogam com o braço encolhido e grudado ao corpo. Ao fazerem isso, além de perderem o controle da batida, fazem também com que sua bola vá excessivamente lenta. Em vez disso, quando quiser manter a bola em jogo, escolha um alvo seguro, como bolas cruzadas, onde a quadra fica mais longa, ou mesmo bolas no centro da quadra, onde a o risco dela ir para fora na lateral é mínimo. Se fizer isso, poderá fazer o “swing” completo e com confiança. Lembre-se: a bola só vai para fora no fundo da quadra, quando em velocidade e alta, ou seja, na ascendente.
REGRA
O “antivibrador” (pequeno objeto de borracha colocado nas cordas para diminuir a vibração das cordas e raquetes durante o impacto com a bola) só pode ser colocado fora das cordas cruzadas.
CURIOSIDADE - 1
Uma das 250 pessoas que estão trabalhando como pegador de bolas no US Open é o americano de 23 anos, Ryan Macintosh. Até aí tudo normal, não fosse o fato de que Ryan é um ex-soldado e esteve na guerra no Afeganistão, onde, ao pisar em uma mina, perdeu a perna direita. Ryan usa uma prótese e, segundo ele, não gosta de ser tratado de forma especial. Os pegadores de bolas no US Open recebem US$ 7,75 (R$ 15,80) por hora trabalhada.
CURIOSIDADE - 2
Os melhores resultados do Brasil no US Open, em andamento, foram conquistados pela paulistana, Maria Esther Bueno. Foram quatro títulos em simples - 1959, 1963,1964 e 1966. Maria Esther conquistou também outros quatro títulos em duplas femininas - 1960, 1962,1966 e 1968. Ainda foi finalista em duplas feminina em 1958 e 1963 e também em duplas mistas, em 1958 e 1960. Em 1963,o carioca Ronald Barnes alcançou as semifinais. Nesse mesmo ano o gaúcho Thomaz Koch chegou até quartas de final. Com exceção do título em duplas conquistado por Maria Esther, em 1968, os demais resultados aconteceram quando o tênis ainda era chamado de amador, o que foi mudado em 1968. Na Era Profissional, o catarinense Gustavo Kuerten (Guga), por duas vezes alcançou as quartas de final, em 1999, quando perdeu para o francês Cedric Pioline e, em 2001, para o russo Yevgeny Kafelnikov. Na edição do ano 2001, Guga foi o cabeça de chave numero 1, já que na época era número 1 do ranking mundial.