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Desembargadores do TJ-SP visam vaga com aposentadoria de Peluso

Folhapress
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Com o afago do ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), dois desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo fazem campanha para sucessão do recém-aposentado Cezar Peluso no STF (Supremo Tribunal Federal).

Amigos do ministro, os desembargadores Marco Antônio Marques da Silva e Neves de Amorim entraram em campanha por uma vaga na corte. A escolha caberá à presidente Dilma Rousseff, mas Cardozo é um dos conselheiros da presidente para a indicação do novo ministro do STF.

A reportagem apurou, no entanto, que a presidente estaria contrariada com essa leitura de que a cadeira de Peluso está reservada para o TJ de São Paulo. Dilma, segundo interlocutores, não estaria disposta a abrir esse precedente.

Marco Antônio Marques da Silva se reunirá oficialmente amanhã com Cardozo, em Brasília. Hoje, o desembargador conversou com o presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Saído da "escola" de Cardozo --a PUC de SP--, Marques da Silva tem a seu favor o apoio da bancada do PT de São Paulo. Sua nomeação conciliaria dois interesses: o do TJ-SP, que reivindica a cadeira de Peluso, e a torcida por um nome da PUC.

Companheiro de turma do ministro na década de 1970, Neves de Amorim teria o apoio dos ministros Luiz Fux e Cezar Peluso, além do apoio da FAAP, faculdade de São Paulo.

Enquanto o PT de São Paulo trabalha para nomes do Estado, os governadores Jaques Wagner e Marcelo Déda defendem a nomeação de um nordestino para o STF, já que o presidente do tribunal, o sergipano Carlos Ayres Britto, está prestes a se aposentar.

A reportagem apurou que os dois pretendem propor a Dilma o nome da tributarista Mary Elbe Queiroz.

Segundo interlocutores da presidente, Dilma procura um candidato discreto para as duas vagas que deverá preencher. A exuberância exibida pelos ministros do STF no julgamento do mensalão levaram a presidente a optar pela discrição como um dos principais pré-requisitos para o tribunal.

A atitude comedida alçou o ministro Teori Zavascki, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), ao topo da lista de apostas. Já o advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, é cotado para a sucessão de Ayres Britto.

Na mesa de Dilma também estão ainda os nomes de Maria Elizabeth Guimarães Rocha, do Superior Tribunal Militar, que é sua amiga, e o do advogado Luiz Edson Fachin. O próprio Cardoso também é cogitado para o tribunal.

Dilma montou um grupo para analisar os currículos dos candidatos. A comissão é formada por Cardozo e Adams, além dos assessores dos ministérios da Justiça, Flávio Caetano, e da Casa Civil, Beto Vasconcelos e Ivo Corrêa.

Apesar da pressão, Dilma tem sido aconselhada a fazer seu anúncio só depois do julgamento do mensalão.

 

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