São Paulo - Os policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra) suspeitos de matarem o professor de jiu-jitsu Alexsandro Nascimento, 41 anos, na madrugada de ontem foram afastados das ruas e farão somente trabalhos administrativos.
Nascimento foi baleado durante uma suposta resistência à prisão. Os policiais que participaram da ação disseram ao DHPP (departamento de homicídios), também da Polícia Civil, que o professor foi morto ao apontar uma arma para os policiais do Garra. Ainda segundo os investigados, Nascimento teria tentado disparar contra eles, mas a arma que ele estaria portando falhou.
Durante a tarde, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que acionou a Corregedoria da Polícia Civil para apurar a ação dos policiais. O governador disse que tanto a Polícia Civil, quanto a militar, precisam pautar suas ações “absolutamente dentro da lei” e que não permite abusos.
Pela versão dos familiares e amigos de Nascimento, ele foi morto pelos policiais civis quando estava rendido, isso após ter saído à rua para comprar uma pizza. A investigação tentará descobrir se ele foi morto com tiros pela costas, quando estava no chão.