Quioshi Goto |
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Cavalgada terminou no Centro Rural de Tibiriçá em homenagem a Luiz Gonçalves, o “Babão”: saudade |
Centenas de cavaleiros de Bauru e região percorreram um longo trajeto de mais de três horas de duração por um único motivo: homenagear o saudoso Luis Gonçalves da Silva, conhecido como “Luis Babão”, morto a pauladas em 31 de maio (leia mais abaixo). Em meio a uma missa sertaneja, a família foi surpreendida com uma música feita em homenagem ao “humilde boiadeiro”, querido por onde passava.
Os cavaleiros de dezenas de comitivas saíram às 9h30 rumo ao Centro Rural de Tibiriçá, onde acontece a terceira Expotécnica. À frente de toda a tropa, a neta de “Luis Babão”, Laryssa Gonçalves, 12 anos, levou a bandeira da Polícia Civil, em agradecimento ao rápido esclarecimento do homicídio. Ali também seguiu Odir Gonçalves, irmão de “Babão”, conduzindo o solitário cavalo da vítima com uma foto, o chapéu e a camisa que ele morreu segurando em uma das mãos.
Emocionada, Elizabete Bueno Storto, diretora de departamento e abastecimento da Secretaria Municipal de Agricultura, que também era amiga de Luis, entregou um troféu à Renata Gonçalves, filha da vítima. “Perdemos um pai, um amigo, que nos deixou muita saudade. Queremos que a tradição da cavalgada continue como uma homenagem e pedido de justiça, já que o acusado pelo crime ainda será julgado”.
Ao final da missa, Robson Pereira, amigo de “Babão”, tocou seu berrante em tom fúnebre e os outros amigos Alcides Martins e Antonio Martins mostraram a tradicional “moda de viola caipira” que fizeram em homenagem à vítima. A letra, que emocionou a todos, falou da vida do amigo e humilde boiadeiro que deixou saudade e fez o bem por onde passou.
“Eu fiquei muito surpresa com a música. Eu tenho certeza que, onde quer que esteja, meu pai está muito feliz. Muitos amigos dele, inclusive o meu irmão, não conseguiram vir para a cavalgada por conta da tristeza. A cavalgada nunca vai acabar”, disse Renata Gonçalves, com poucas palavras.
O crime
Luis Gonçalves da Silva, 65 anos, foi encontrado morto em sua propriedade rural, no dia 31 de maio, por lavradores que iriam entregar-lhe sacas de milho. O acusado pelo crime, Luciano Mota, 28 anos, foi identificado após investigações da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), e preso no dia 12 de junho.
Apesar de “Babão” ser um cidadão pacato, e descrito por amigos e familiares como um homem justo e sem dívidas, o acusado afirmou ter agido em legítima defesa. O “estopim” do crime teria sido uma suposta dívida de gado, segundo Mota declarou em depoimento.
