Política

Obras de atacado só vão ficar prontas em 30 dias

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Os problemas no tráfego da avenida Nações Unidas, na altura da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), devem se prolongar por mais um mês. Este é o prazo para que sejam concluídas as obras de intervenção viária na rotatória que dá acesso ao supermercado Atacadão, do grupo Carrefour. A empresa é responsável pela obra, exigida pela prefeitura como contrapartida ao empreendimento. No entanto, o serviço não foi executado antes de sua inauguração e novo atraso leva o prazo para o término à segunda quinzena de outubro.

Por conta do aumento do tráfego na região, em função do estabelecimento, a empresa está ovalando a rotatória que fica em frente ao seu acesso principal. Além disso, vai providenciar semáforos que serão instalados pela Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb).

Acontece que essas intervenções deveriam ter sido entregues antes de maio, quando o atacado foi inaugurado. Como não cumpriu a exigência do Grupo de Análise de Empreendimentos (GAE), a empresa assinou termo de compromisso para que entregasse as obras em 90 dias. Mais uma vez, porém, isso não aconteceu.

No dia 6 de agosto, o Jornal da Cidade publicou reportagem em que o secretário municipal de Planejamento, Rodrigo Said, garantia que o serviço começaria em 15 dias. No entanto, as obras só tiveram início há duas semanas.

Segundo Said e trabalhadores da Fortpav, contratada pelo Atacadão para a execução das obras, é de 45 dias. Isso explica o porquê de a intervenção durar, pelo menos, mais um mês, levando impactos ainda maiores para o tráfego local.

Apesar da previsão, é possível que a conclusão dos serviços demore uns dias a mais. Isso porque foi constatada a necessidade de diminuição do canteiro que fica na entrada do Ceagesp, por conta do espaço reduzido para as manobras de caminhões que levam mercadorias ao supermercado.


Sem sanção

Apesar dos diversos casos de desrespeito às obrigações junto ao poder público, a empresa responsável pelo supermercado atacado não deve receber sanções da prefeitura. Em entrevista recente ao JC, o secretário Rodrigo Said explica que preferiu optar pelo ‘bom senso’.

O poder público informou que o atraso depois do termo de compromisso se deu em razão da solicitação de mudança de projeto pela empresa. O pedido teve como objetivo mudar o desenho do sistema viário proposto para que não sejam necessárias as mudanças na localização dos postes de iluminação pública, o que geraria mais custos.


Drenagem

Outra frente de obras que foi assumida pelo grupo empresarial responsável pelo mercado é de drenagem. Isso porque, com o asfaltamento da área onde o estabelecimento foi construído, a região perdeu na absorção de águas de chuva. O prazo estabelecido em maio, que era de 45 dias, também não fui cumprido. No entanto, essas intervenções já foram concluídas, segundo Rodrigo Said.

 

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