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Professora é investigada por suposto crime de racismo

Por Aguirre Talento | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Uma professora universitária do Pará que ministra aulas sobre religião africana está sendo investigada sob suspeita de racismo contra um segurança da universidade. 

A Polícia Civil apura se ela teria chamado o segurança de "macaco" e, por isso, investiga-a sob suspeita do crime de injúria. O caso ocorreu na última sexta-feira, em Belém, na UEPA (Universidade do Estado do Pará). 

 

Segundo a universidade, o segurança Rubens dos Santos cumpria ordens ao manter fechado o portão da faculdade de ciências sociais a partir das 18h. A professora Daniela Cordovil chegou após esse horário para participar de um evento e foi impossibilitada de entrar. 

 

Um vídeo da professora foi divulgado pela TV Liberal (afiliada da Rede Globo), gravado por um estudante que diz ter presenciado ela chamando o segurança de "macaco" e, posteriormente, provocou a professora a repetir o que havia dito antes. 

 

No vídeo, o estudante diz a ela: "Fala agora". Ao que ela, irritada, responde: "Palhaço, tu é um macaco também, tu é um imbecil (sic)". 

 

Esse vídeo será usado como prova pela Polícia Civil. De acordo com a assessoria de comunicação da polícia, porém, o segurança já prestou depoimento e relatou apenas ter sido chamado de "palhaço". 

 

A professora também esteve na polícia para ser ouvida, mas permaneceu calada. 

 

O ouvidor da UEPA, Lairson Cabral, pedirá a abertura de um processo administrativo-disciplinar para apurar o caso. Segundo ele, a professora, que é doutora em antropologia e docente da universidade desde 2010, pode ser punida com advertência ou suspensão. 

 

A reportagem não localizou o segurança. A empresa Servisan, para a qual ele trabalha, diz não ter autorização para passar o seu contato. A UEPA informou que ele está de folga hoje. 

 

O advogado da professora, Claudionor Cardoso, afirma que ela não está dando entrevista sobre o caso e que ela diz não se lembrar se chamou o segurança de "macaco". Segundo o advogado, o segurança proibiu a entrada dela, mas em seguida permitiu a entrada de outro grupo de pessoas, o que a irritou.

 

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