Internacional

De Nigéria a Atenas, protestos islâmicos contra filme continuam


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Atenas - Muçulmanos realizaram protestos na Nigéria, Irã, Grécia e Turquia ontem contra um filme e charges que insultaram o Islã. Estudantes iranianos gritavam “Morte à América” e “Morte a Israel” em frente da embaixada francesa em Teerã para protestar contra a publicação pela revista satírica Charlie Hebdo de charges do profeta Maomé dias depois dos protestos - alguns fatais - contra um filme feito nos EUA.

Muçulmanos xiitas na cidade nigeriana de Katsina queimaram bandeiras norte-americanas, francesas e israelenses, e um líder religioso pediu que os protestos continuassem até que os produtores do filme e os autores das charges fossem punidos.

No Paquistão, onde dezenove pessoas foram mortas em protestos, um ministro do governo ofereceu US$ 100 mil para quem matasse o realizador do curta amador “The Innocence of Muslims”. Os pedidos aumentaram para medida da ONU proibindo insultos ao Islã e blasfêmia em geral.

Em Atenas, alguns manifestantes jogaram garrafas de água, pedras e sapatos na polícia, que respondeu com gás lacrimogêneo. A calma voltou quando os manifestantes interromperam o protesto para rezar.

Os protestos em todo o mundo foram relativamente calmos e pequenos, mas as embaixadas ocidentais continuavam em alerta depois que o embaixador dos EUA na Líbia e três outros norte-americanos foram mortos em um dos primeiros protestos, em 11 de setembro.

A explosão de raiva muçulmana - poucas semanas antes das eleições dos EUA - confrontou o presidente Barack Obama com um revés em seus esforços para impedir que as revoluções da “Primavera Árabe” abastecessem uma nova onda de antiamericanismo.

Na Turquia, um Estado muçulmano secular frequentemente visto como uma ponte entre o mundo islâmico e o Ocidente, os manifestantes queimaram bandeiras dos EUA e de Israel, ontem.

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