Porto Alegre - Por que as listras no pelo de bichanos domésticos e seus parentes selvagens variam tanto, de padrões mais estreitos e definidos a marcas mais espessas, que parecem manchas? Parte da resposta está num gene que foi “caçado” por uma equipe internacional de cientistas, incluindo um biólogo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).
A descoberta de uma série de variantes genéticas ligadas à bela pelagem dos gatos e outros felinos está descrita em artigo científico na edição da semana passada da revista especializada americana “Science”, uma das mais importantes do mundo.
Os pesquisadores, liderados por Christopher Kaelin, do Instituto de Biotecnologia HudsonAlpha, nos Estados Unidos, examinaram trechos do genoma de dezenas de gatos domésticos - ou não tão domésticos assim: trata-se de uma população feral (ou seja, que fugiu para a natureza) de gatos da Califórnia. Também estudaram o DNA de guepardos, o esguio felino africano que é o mais rápido dos bichos terrestres.
Ocorre que, tanto entre gatos domésticos quanto entre guepardos, as listras e pintas escuras do pelo podem aparecer em duas grandes formas: uma em que os padrões são finos e bem definidos e outras nas quais dá a impressão de que grandes quantidades de tinta foram generosamente despejadas no animal.