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Trabalhadores seguem parados, após 2ª audiência de conciliação com Correios


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Brasília - O fim do impasse entre os Correios e os trabalhadores da empresa, em greve há duas semanas, foi adiado mais uma vez. As partes não chegaram a um acordo em audiência de conciliação realizada ontem no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Esse foi o segundo encontro após os Correios ajuizarem dissídio coletivo de greve no tribunal.

A ministra Kátia Arruda, relatora do caso, ressaltou que esta era mais uma tentativa de “aparar as arestas” antes da sessão de julgamento do dissídio, marcado para amanhã.

Na audiência anterior, na semana passada, a vice-presidente do TST, ministra Maria Cristina Peduzzi, apresentou uma proposta que previa, entre outras medidas, um reajuste de 5,2% (reposição da inflação), reajuste de 8,84% nos vales alimentação e refeição e aumento linear de R$ 80,00. Os termos, entretanto, foram rejeitados pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A estatal não apresentou nenhuma contraproposta ontem.

Os Correios oferecem um reajuste de 5,2%. Ontem o vice-presidente jurídico dos Correios, Jefferson Carús Guedes destacou o cenário econômico internacional como fator para o índice proposto. “Isso se deve principalmente à situação econômica e financeira da empresa que não permite (...) uma proposta diferente dessa”, ponderou.

Guedes criticou ainda a proposta de um reajuste linear, para todos os servidores dos Correios, proposto pela vice-presidente do TST. Segundo ele, uma medida como essa traz “uma série de inconvenientes”, uma vez que não terá mesmo impacto para trabalhadores que exercem a mesma função, mas têm tempo de serviço diferentes. “O que se cria é uma insatisfação diante dos reajustes lineares para os trabalhadores de mesma categoria.”

A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), por outro lado, destacou que a maioria dos seus sindicatos aceitaram os termos propostos pela ministra do TST. A entidade, a princípio, pedia um reajuste salarial de 43,7%, entre outras demandas.

A relatora do caso, ministra

Kátia Arruda, insistiu na tentativa de se chegar a um acordo - a audiência durou pouco mais de cinco horas.

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