O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Fábio Lara, ainda não cumpriu a determinação do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) de abrir uma sindicância para apurar o desabastecimento de água, que durou quase uma semana, provocado pelo rompimento da adutora que traz água do Rio Batalha para a Estação de Tratamento de Água (ETA), no dia 19 de setembro.
O fato deixou 13 bairros sem água e levou o problema, que já é crônico em muitos bairros da cidade, às regiões Sul e Central, tomando proporções que levaram Agostinho a exigir apuração dos procedimentos e eventuais responsabilidades sobre o episódio.
Questionado ontem pela reportagem do JC, Lara respondeu “nem que sim nem que não” acerca da abertura de sindicância, sobre a qual chegou a afirmar que desconhecia a determinação do prefeito. “Isso tem que ver com a Corregedoria. Estou fora do DAE e não estou acompanhando”, declarou o presidente, que, desde o início, sustentou não acreditar em qualquer tipo de ação proposital para provocar o desabastecimento.
A assessoria de imprensa da autarquia informou que, no dia 25 de setembro, uma reunião decidiu que serão elaborados relatórios circunstanciados das áreas envolvidos com o sistema de produção da ETA para apurar as causas que levaram o rompimento da adutora. Segundo o órgão, esses documentos serão enviados para o presidente que, então, poderá tomar as devidas providências.
A determinação de Agostinho pela sindicância, divulgada no dia 24 de setembro, se deu na mesma segunda-feira em que o líder do governo na Câmara Municipal, Renato Purini (PMDB), levantou suspeitas de sabotagem em torno do caso, que teria sido motivada pela disputa eleitoral.
De acordo com o vereador, em outras ocasiões, nas quais a adutora parou de funcionar por falta de energia elétrica, a pressão da água foi controlada e não causou prejuízos. Da última vez, porém, os jatos chegaram a derrubar o muro que divide a ETA e a Associação dos Servidores. Rodrigo afirmou à reportagem que vai cobrar medidas do presidente Fábio Lara.