Paulo Sérgio Martins (PSTU) afirmou que os próximos quatro anos de governo do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) serão de “muitas reclamações”. Ele acredita que sua campanha foi centrada na periferia, que estaria desassistida pela atual administração municipal. “A cidade vai continuar a ser governada para os ricos”, pontuou.
O socialista ressaltou a importância da candidatura para expor a ideologia defendida pelo seu partido. É preciso ressaltar, porém, que, números do Ibope mostravam o candidato com 2% da intenção de votos em agosto de 2012. No entanto, seu desempenho caiu para 1% e, depois, para 0% na semana da eleição. Nas urnas, ele acabou obtendo somente 0,36% dos votos (inexpressivos 677 eleitores).
Apesar disso, Paulo não acredita que sua queda tenha sito motivada pela campanha monotemática, que enfatizou o discurso estatizante. “Não tem nada a ver. Somos contra as privatizações e precisamos discutir isso cada vez mais. As pessoas, talvez, ainda não tenham entendido”.
Na véspera do pleito, o candidato duvidou também que Rodrigo teria 82% dos votos, como apontavam os levantamentos junto aos eleitores. Ele acreditava em surpresas no dia da votação.
Outro ponto central da campanha do candidato foram as críticas ao sistema de transporte coletivo do município, que se intensificaram ainda mais em razão da recente greve, que paralisou o serviço por quatro dias.
Apesar da baixa votação, Paulo acredita que o PSTU tenha saído fortalecido deste processo eleitoral. No entanto, a sigla não apresentou sequer candidatos a vereador. Até as últimas eleições municipais, o advogado Sandro Fernandes figurava como a principal liderança do partido, tendo recebido mais de 3.000 na disputa por uma cadeira da Câmara Municipal. Ele, porém, não foi eleito porque a legenda não alcançou o quociente eleitoral.
A candidata a vice de Martins foi a servidora pública municipal, Gisele Costa (PSTU).