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Ganhadores do Prêmio Nobel em Física têm vínculos com brasileiros

Folhapress
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Washington - O cientista francês Serge Haroche e o americano David Wineland são os ganhadores do Prêmio Nobel em Física de 2012 por terem conseguido observar o bizarro comportamento de partículas isoladas, em experimentos feitos na década de 1990.

Wineland, 68 anos, do Nist (Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA), conseguiu aprisionar íons individuais (átomos com carga elétrica) pela primeira vez em armadilhas eletromagnéticas sem destruí-las.

Serge Haroche, 68, do College de France, foi pioneiro no estudo de fótons (partículas de luz), que ele analisava dentro de armadilhas de espelhos.

Os dois foram pioneiros no campo de estudos hoje conhecido como óptica quântica. Seus trabalhos ganharam aplicações na construção dos relógios atômicos mais precisos do mundo. Eles também lançaram as bases técnicas para o desenvolvimento da computação quântica - tecnologia ainda experimental que busca processar informação a uma velocidade várias ordens de grandeza acima do que fazem os computadores atuais.

 

São Carlos

Haroche e Wineland são próximos de cientistas que trabalham com óptica quântica no Brasil, uma das áreas mais fortes na física nacional. Vanderlei Bagnato, da USP de São Carlos, diz que ambos estarão em seminário na universidade em fevereiro de 2013.

“Não sei se eles vão mudar a agenda depois do Nobel, mas eles já vieram aqui inúmeras vezes”, disse o físico, que passou uma temporada no laboratório de Wineland no Colorado.

Wineland trabalhou diretamente com Flávio Cruz, que estuda lasers na Unicamp. Paulo Nussenzveig, da USP, já trabalhou no laboratório de Haroche e foi autor principal do estudo que caracterizou os átomos usados no experimento citado pelo Nobel.

“O Brasil se estabeleceu nessa área muito em função de um acordo dos anos 1980”, disse. “Muitos brasileiros foram beneficiados pelo programa de intercâmbio, do qual Haroche foi coordenador por muitos anos.”

 

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