A segunda-feira é marcada por audiência do caso Fernanda Tripodi no Fórum. O delegado da DIG, Kléber Granja, já foi ouvido como testemunha de acusação. Dois investigadores também foram ouvidos. Ainda restam 11 testemunhas de acusação e sete de defesa.
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Malavolta Jr. |
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Antonia Maria de Oliveira Trípodi, mãe da vítima (à direita), se emociona |
Em maio, a Polícia Civil prendeu o terceiro acusado pelo assassinato de Fernanda. Carlos Henrique dos Santos Leite, 31 anos, foi preso em uma residência localizada na rua Eurico Aires Prado, no Jardim Petrópolis, em Bauru. "Eu posso dizer que, por parte da Polícia Civil, é missão cumprida. O caso, agora, pode ser considerado esclarecido", disse Granja na época.
Ainda segundo o delegado, as provas circunstanciais, materiais e testemunhais apontam os três como envolvidos no homícidio e ocultação do cadáver de Fernanda. Ele se refere a Roberto Carlos Fagundes, 44 anos, ex-marido da vítima, e Antônio Carlos Ferraz, amigo de Fagundes.
Alguns dias após o desaparecimento de Fernanda e a fuga do ex-marido da vítima, Antônio Carlos e Carlos Henrique chegaram a ser presos temporariamente pelo crime. O prazo da prisão expirou e, sem o corpo da vendedora ou mais provas significativas, ambos foram liberados.
Após os mandados de prisão preventiva serem expedidos, a polícia localizou e deteve Antônio Carlos Ferraz. Entretanto, não teve a mesma sorte com o Carlos Henrique. Ele foi procurado em sua residência e em seu trabalho, mas, segundo o delegado, não havia sido localizado, pois havia se mudado. A advogada dele teria entrado em contato com a DIG e disse que ele se entregaria entre 24 e 48 horas, o que não aconteceu. Diante disso, o acusado pôde ser considerado foragido, mas foi localizado. Ele também responderá por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Relembre o caso
Fernanda Tripodi, 26 anos, desapareceu em 17 de dezembro de 2009 após sair de sua casa, localizada no Núcleo Nova Bauru, com o carro da família. Na ocasião, ela deixou dois filhos - hoje com idades de 6 e 11 anos - e a polícia passou a suspeitar de latrocínio.
A hipótese ganhou força poucos dias após, quando o veículo da vendedora de roupas foi localizado com bastante sangue no porta-malas. Logo, porém, o marido de Fernanda, Roberto Carlos Fagundes, virou o principal suspeito nas investigações. Antes que fosse capturado, ele fugiu.
Somente em outubro do ano passado, uma nova pista apareceu: duas mulheres encontraram uma ossada na estrada municipal Bauru-Santelmo. No mês passado, veio a confirmação divulgada com exclusividade pelo JC: os ossos eram da vendedora.
Uma semana depois, Fagundes foi encontrado em Santa Catarina, mas não pela suspeita do crime pelo qual era procurado. Foi preso pela polícia daquele Estado por espancar sua atual companheira.
No dia 3 de abril de 2012, após mais de dois anos de angústia, os familiares conseguiram finalmente dar adeus a Fernanda Tripodi. Ela foi enterrada no Memorial Bauru.