Tribuna do Leitor

Por que você matou meu companheiro?


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Todos os dias pela manhã, lá estávamos nós correndo e brincando ora no asfalto, ora nos canteiros da avenida Nações Norte, bem próximo àquelas belas seringueiras que embelezam aquele local. No dia 24/10, por volta das 7h30, corríamos juntos pelo asfalto, brincando felizes, quando, de repente, surgiu, como um tufão devastador, um carro dirigido por alguém que se diz ser humano, ser inteligente, e atropelou meu companheiro, deixando-o estatelado no asfalto. Olhei para ele e vi que estava morrendo. A última coisa que fez foi balançar a cauda, como querendo se despedir, e depois morreu ali, no asfalto, gemendo de dor. Por que você fez isso? Por que você matou meu companheiro?

Eu sei que você estava com muita pressa, mas você podia ter desviado do meu amigo. Fiquei muito triste. Com o coração aos pedaços, saí dali deixando meu companheiro morto. Sozinho, fui caminhando e me perguntando por que você não parou e socorreu meu companheiro. Ele ficou ali abandonado, como um ser inútil, à espera dos urubus para saciarem sua fome, devorando seu corpo todo estraçalhado. Agora fiquei sozinha e não tenho mais coragem e nem ânimo para voltar lá, perdi meu companheiro das brincadeiras matinais. Você foi muito cruel, só lhe peço para ter mais cuidado com outros cães que andam pelas ruas e pelas avenidas.

Presenciei essa cena no dia 24/10, logo pela manhã, quando caminhava pela Nações Norte. Esses dois cachorros (um casal), todas as manhãs estavam lá, brincando alegres, mas nesse dia alguém pôs fim a essa alegria. Agora, a cachorrinha não tem aparecido. Sente a falta de seu companheiro.

Valdir J. Afonso

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