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Certos cuidados garantem a alegria na hora de brincar

Da Redação
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Nem sempre parque de diversão, playground, parquinho e brinquedos são seguros para brincar. Diversos casos recentes de acidentes com crianças apareceram em jornais e TVs. Por isso, nunca é demais recomendar aos pais que tenham cautela e aperfeiçoem a supervisão.

Acidentes acontecem, mas há os que podem ser evitados. Para ajudar, o cirurgião ortopedista e traumatologista Fabio Ferraz do Amaral Ravaglia destaca a seguir alguns pontos que devem sempre ser observados.

?O brincar é provavelmente a atividade mais importante que uma criança exerce. Brincando, desenvolve habilidades da parte motora e da mente; o corpo se exercita e aprende a viver em sociedade; do ponto de vista emocional, a criança que brinca se diverte e fica feliz, cresce saudável. A brincadeira faz a criança sorrir. Mas a falta de cuidado pode resultar em ferimentos sérios, como os provocados por bicicleta, skate, patinete e patins de rodinhas. Sobre rodas, as crianças ganham velocidade e a queda tem impacto bem maior. Por isso é importante usar sempre os equipamentos de segurança.

? Verifique sempre o estado dos brinquedos e o ambiente onde a criança está brincando e, se for o caso, não permita que a criança permaneça em locais que ofereçam perigo. Se desconfiar que o estado de conservação dos equipamentos do parquinho não está absolutamente em ordem, melhor não permitir que a criança brinque. É bastante comum a criança voltar para casa esfolada ou até com um osso quebrado. Queda da gangorra ou choque com balanço em movimento são episódios comuns.

?Um brinquedo que é para lá de comum no Brasil e que não cai de moda é a bola. Hoje, chutar bola é hábito entre meninos e meninas e as contusões são frequentes. Adultos podem cuidar para que sejam formados times com crianças de tamanho semelhante para evitar o choque entre corpos de tamanhos muito desiguais, o que poderia machucar mais os menores.

?Quedas em velocidade e de lugares altos costumam figurar entre os acidentes graves. Subir em árvore é outra coisa que as crianças adoram fazer. E os adultos precisam supervisionar. Além dos parquinhos, parques de diversão e coisas do gênero, o perigo pode estar em muitos outros lugares. Escada e estacionamento são lugares perigosos para uma criança. A rua também. O ideal é que um adulto avalie o local, do ponto de vista da segurança, e delimite o espaço que a criança possa brincar.

?Não é simples perceber que ocorreu uma fratura em uma criança. O osso da criança não está totalmente mineralizado. É semelhante ao galho verde de uma planta: difícil de quebrar se comparado ao de um adulto, que se parte. Além disso, existem situações nas quais não há sinal de fratura, constatada apenas depois do exame médico. Então, quando a criança continua se queixando de dor, é sempre melhor levar para o médico avaliar.

?Crianças andam, correm, brincam e caem, é natural. A supervisão constante é a melhor medida a ser adotada para que a criança não se machuque. Pense que o bebê não deve ficar sozinho (no trocador, na banheira, no sofá, na cama). Mesmo as crianças maiores, muitas vezes se machucam por falta de alguém que dê um alerta para o perigo. Então, todo cuidado é pouco e a criança precisa mesmo de proteção, para crescer saudável e feliz.

Se brinco, logo eu aprendo

Brincar é a linguagem que as crianças usam para se manifestar, descobrir o mundo e interagir com o outro. As crianças aprendem enquanto realizam, elas próprias, atividades que repetem após observarem o fazer dos adultos.

Na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Maria Conceição Coimbra Gelonese, o brincar é apresentado como uma situação cotidiana sendo uma atividade de grande importância dentro do desenvolvimento da criança.

Foi nesta perspectiva que a professora Rejane Leoz Borro desenvolveu, neste ano, o projeto "Mercadinho: A Loja do Consumidor Consciente" envolvendo as crianças e os pais.

A ideia de incentivar o consumo consciente uniu a turma em uma deliciosa brincadeira.

Os produtos utilizados foram trazidos de casa (a professora orientou os alunos e os pais que os produtos devem estar limpos quando nós armazenamos para a reciclagem).

Durante a brincadeira, as crianças vivenciaram a função dos números (preço, quantidade). Os consumidores eram orientados a adquirir somente os produtos necessários, separando as embalagens e classificando-as.

Com o apoio da diretora Ângela Maria Mansano, visitamos o mercadinho localizado perto da escola. Ao retornar, o passeio foi encerrado com um delicioso piquenique quando as crianças degustaram o que havia sido comprado.

O projeto sensibilizou as crianças, os adultos e todo o corpo docente. As crianças deixaram até um recadinho: "Na hora de levar as compras para casa, utilize sacolas retornáveis". A natureza agradece!


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