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Meningite: primeiros resultados de exames apontam para enterovírus

Redação JC
| Tempo de leitura: 2 min

Segundo o secretário municipal da Saúde, Fernando Monti, foram informados, nesta quarta-feira (7), os resultados dos dois primeiros exames encaminhados para análise em São Paulo e confirmam o diagnóstico inicial da Secretaria, com a identificação de qual grupo viral pertence o vírus circulante em Bauru: trata-se de um enterovírus e mais testes serão realizados para saber qual é o vírus dentro desse grupo.

“Embora sejam necessários testes adicionais que ainda serão realizados, penso ser muito provável tratar-se do coxsackie vírus B porque é um vírus que pode acometer o sistema nervoso central e também pelas características identificadas da possível transmissão, ou seja pelo contato fecal/oral, que é o que tudo indica”, diz.

Mais uma vez, as orientações encaminhadas pela Saúde Municipal também foram acertadas, uma vez que medidas higiênicas são fundamentais para bloquear a transmissão de enterovírus.

Com isso, a Secretaria da Saúde reforça a necessidade de se lavar bem as mãos sempre que usar o banheiro. A Secretaria orienta, ainda, se possível, que os pais que puderem encaminhar os líquidos das crianças à escola, devem fazê-lo, evitando assim, a utilização de bebedouros coletivos. Uma criança com a mão contaminada pode tocar o bebedouro, por exemplo, e outra criança adquirir o vírus através do contato com esse bebedouro conduzindo o vírus até a boca.

“Com esse quadro, estão se confirmando os diagnósticos inicialmente previstos. Os trabalhos da Vigilância Epidemiológica do Município e do Estado, em conjunto com o Instituto Adolpho Lutz, foram extraordinários. Foi um trabalho que se mostrou altamente eficaz e de elevada qualificação técnica. Não é rotineiro no país identificações precisas de meningites virais e conseguimos isso em menos de um mês, inclusive com com uso de testes de biologia molecular. Além disso, os resultados mostram que estavam certadas todas as hipóteses levantadas para explicar esta ocorrência, assim como as medidas propostas”, avalia Fernando Monti.

“Quando analisamos o mapa dos casos, consideramos que eram ocorrências autolimitadas, ou seja, embora a maioria dos casos seja de crianças e com mais de um na mesma unidade escolar, há hipótese da contaminação ter ocorrido em ambiente fora da escola. Pode ser que as crianças frequentem outros espações que, não necessariamente, a escola, até porque há casos de meningite na mesma escola em que as crianças não têm contato direto”, explica Monti.

Com estes resultados se confirma diagnóstico inicial da Secretaria da Saúde estava correto e o quadro da situação está controlado, o que permitirá maior tranquilidade aos pais e professores, concluiu o Secretário.

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