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Família questiona procedimento na UPA da Bela Vista após morte


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A família de Rosemary da Silva Nogueira está questionando atendimento prestado à mulher na UPA Bela Vista. Aos 55 anos, Rosemary morreu na tarde de sábado após passar pela unidade e ser atendida por um médico. “Acreditamos em negligência”, conta a filha, Karina Nogueira, 31. “Vamos hoje (sexta-feira]) registrar boletim no 2.o Distrito Policial e também procurar o Conselho Regional de Medicina (Cremesp)”.

Segundo Karina, na quarta-feira, Rosemary foi trazida por seus colegas de trabalho da Vila Vicentina para a UPA Bela Vista com dores no peito, dificuldade para respirar, formigamento nos braços e pressão alta.

Rosemary foi atendida e medicada. O médico plantonista solicitou que fosse realizado um eletro e informou que ela permaneceria internada para exame de sangue às 3 horas da manhã. “Era preciso jejum e repouso para colher esse exame”.

Karina conta, ainda, que a mãe ficou na enfermaria para realizar o exame. Na manhã do dia seguinte, 1/11, houve troca de plantão dos médicos. Um outro profissional disse à família que  os exames estavam normais. “Que não era nada no coração, mas ela estava com um pouco de bronquite”. Resultado: recebeu alta e levou receita de remédios.

Durante o restante da quinta-feira, a mulher – que morava na Bela Vista - passou bem, mas na sexta novamente começaram as dores no peito, formigamento, mal estar. “Na noite do dia 2 voltamos à UPA”.

A orientação médica se repetiu: era preciso insistir com os medicamentos até início dos efeitos em até três dias.

“Na manhã de sábado, dia 3, os sintomas ainda não haviam passado completamente. Para a nossa surpresa e infelicidade, não houve tempo: em casa mesmo, de um minuto para o outro, ela parou de respirar. Acionamos o Samu que tentou reanimá-la, mas sem sucesso”.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa da prefeitura, a Secretaria Municipal de Saúde informou que os dados preliminares indicaram que o diagnóstico foi “adequado ao caso e adotada uma conduta alinhada com o mesmo. Por outro lado, através da direção médica será realizada uma avaliação de todos os procedimentos”.


Perfil pessoal

Segundo a família, Rosemary Nogueira tinha boa saúde, era extrovertida e sociável. “Prestava serviços na Vila Vicentina, onde organizava voluntários para trabalho com artesanato. Aliás, ela era envolvida com o movimento dos vicentinos há 15 anos”. Rosemary era divorciada. Deixou quatro filhos e cinco netos.

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