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Estudantes de medicina de São Paulo criticam modelo de prova

Agências
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São Paulo – Cerca de 3 mil formandos de medicina fizeram na manhã de ontem o exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Com a edição deste ano, o Cremesp passou a exigir a participação do aluno na prova para concessão do registro profissional. O conselho alega que o exame avalia a qualidade da formação médica no estado e suscita na sociedade a discussão sobre o conhecimento dos médicos.

Os estudantes, entretanto, criticaram o modelo da avaliação aplicada. Para Guilherme Lippi, do último ano do curso de medicina da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, ministrado em Sorocaba, o teste foi deficiente na cobrança de conhecimentos práticos. “A prova não tinha muitos casos clínicos. O caso clínico engloba melhor a avaliação do estudante, como ocorre hoje nas provas de residência.”

Ele acredita ainda que há muitos problemas no ensino da medicina que devem ser resolvidos antes da discussão sobre avaliação do estudante. Ele cita o grande número de escolas abertas nos últimos anos e o aumento do número de vagas, que podem significar precarização dos cursos.

O exame do Cremesp é anual e está em sua oitava edição. Ele consiste em 120 questões teóricas de múltipla escolha. Do total de 2.924 formandos inscritos (2.530 das 28 escolas paulistas e 394 oriundos de cursos de outros estados), 2,46% não compareceram, o que corresponde a 72 ausentes. 

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