Polícia

Empresa pede nova vistoria em túnel criminoso de Bauru

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Na manhã de ontem, homens da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros vistoriaram o túnel criminoso que foi cavado sob a avenida Nações Unidas na tentativa de assalto à empresa de segurança e transporte de valores Protege, em Bauru. De acordo com a polícia, foi a própria empresa que solicitou a verificação por conta de um crime semelhante ocorrido na Capital.

A investigação do caso bauruense começou em 3 de fevereiro do ano passado. Na ocasião, funcionários da prefeitura, ao consertar um buraco, localizaram na quadra 3 da avenida Nações Unidas um túnel com 30 metros de extensão.

No dia 17, foi descoberto um segundo túnel. Dessa vez, a obra partia de uma casa e terminava na quadra 2 da Nações Unidas, a cerca de 150 metros de distância da Protege. Ao percorrer a escavação, foi localizado o “Quartel-General” dos bandidos.

No mês passado, um crime muito semelhante foi registrado em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Lá, uma quadrilha armada tentou invadir a mesma empresa de segurança. A ação, frustrada pela Polícia Militar (PM), terminou com três bandidos mortos e um preso.

Justamente por conta da semelhança entre o crime bauruense e o da Capital – o mesmo alvo, o uso de galerias e a estrutura sofisticada com esquemas de oxigênio e iluminação -, a Protege teria pedido uma vistoria no túnel bauruense, que, após quase dois anos, ainda não foi tapado.

“A Protege enviou um ofício ao 4º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4º BPM-I) para que fosse feita uma vistoria nas galerias no trecho que compreende o túnel. Por causa do crime ocorrido em São Paulo, eles ficaram com certo receio de que pudesse haver algo por aqui”, afirma o capitão Paulo César Valentim, comandante da Força Tática da PM.

A vistoria foi realizada por cinco policiais militares e por três bombeiros. “Nada suspeito foi encontrado no trecho percorrido”, aponta o capitão, complementando ainda que novas vistorias poderão ser realizadas futuramente.

Apesar do fato na Capital ter motivado a empresa a se precaver, até agora não há nada que ligue os dois casos. Pelo menos é o que aponta a assessoria de comunicação da Delegacia de Roubos a Bancos do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), da Polícia Civil, que investiga o crime de São Paulo. 

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