Em 1957, um novo remédio chamado Talidomida chegou ao mercado. A substância, sedativa e anti-inflamatória, havia sido exaustivamente testada em cobaias.. No entanto, as mulheres grávidas, que tiveram a droga prescrita para enjoo matinal, tiveram bebês deformados pela focomielia, que impede a formação de braços e pernas,. esse caso emblematico mostra que os efeitos observados nos bichos não servem para prever o que acontecerá em seres humanos. De acordo com o dr. Albert Sabin, pesquisas em animais prejudicaram o desenvolvimento da vacina contra o pólio. A primeira vacina contra pólio e contra raiva funcionou bem em animais, mas matou as pessoas que receberam a aplicação.
Assim, também centenas de medicamentos exaustivamente testados em roedores, coelhos, cães, macacos e quando liberados para o consumo humano se mostraram letais, alguns exemplos. Em 1996, o medicamento Alredase, para os diabéticos, causou nos usuários danos no fígado, irreversíveis e a morte de alguns pacientes. O anestésico metoxyflurano provocou a perda de todas as suas funções renais de seus usuários.
Flosin (Indoprofeno), medicamento para artrite, testado em cães, que o toleraram bem, acabou matando aqueles que tomaram a droga. Zelmid, um antidepressivo, provocou sérios problemas neurológicos em humanos. Nomifensina, um outro antidepressivo, foi associado a insuficiência renal e hepática, anemia e morte em humanos. Amrinone, medicamento para insuficiência cardíaca, Humanos desenvolveram trombocitopenia, ausência de células necessárias para coagulação. Fialuridina, uma medicação antiviral, causou danos no fígado de 7 entre 15 pessoas,usuários acabaram morrendo e ou necessitaram de transplante de fígado. Clioquinol, um antidiarréico, em 1982 foi retirado das prateleiras em todo o mundo após a descoberta de que causa paralisia e cegueira em humanos.
A medicação para a doença do coração Eraldin provocou 23 mortes e casos de cegueira em humanos, apesar de nenhum efeito colateral ter sido observado em animais. Como se vê as experiências com animais são absolutamente imprecisas, cruéis e não fazem mais sentido no atual desenvolvimento da ciência. Essa experiência com pobres cães abandonados está na contra-mão da história. Lamentável.
Elias Brandão