Aceituno Jr. |
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Gui Deodato disputa bola no garrafão em jogo quente na Panela |
Estão virando rotina as vitórias do Paschoalotto/Bauru com “emoção” no ginásio Panela de Pressão nos Jogos Abertos do Interior. Depois de passar por Mogi, anteontem, vencendo no estouro do cronômetro, ontem, o sofrimento foi grande para a torcida, aumentando a festa pela vaga na disputa do ouro da Divisão Especial, hoje. Os bauruenses “estiveram eliminados”, mas renasceram na partida para arrancar o empate em 77 pontos, forçar a prorrogação e, aí sim, vencer com tranquilidade por 87 a 80, credenciando-se à briga pelo título inédito da competição. O adversário hoje, às 19h, no mesmo local, é Limeira, que superou Franca na outra semifinal (leia abaixo).
Bauru não teve um bom começo de jogo e viu Rio Claro abrir 12 a 4. A equipe esboçou reação nos minutos seguintes, mas não conseguiu se aproximar no placar. Rio Claro chegou a ter 17 a 10. O final da parcial foi marcado por muitos erros de ambos os lados, mas os bauruenses se acertaram na defesa, passaram a se impor, conseguiram uma boa sequência de pontuação e chegaram ao empate nos últimos segundos em 21 pontos.
Depois de um início extremamente equilibrado de segundo quarto, Bauru passou à frente pela primeira vez na partida em chute de três de Fernando Fischer, 28 a 27. O jogo seguiu parelho e chegou a estar empatado em 34 pontos. Bauru voltou a liderar até os instantes finais, mas, desta vez, foi Rio Claro que arrancou o empate quando o cronômetro zerava e foi para o intervalo com empate em 39 pontos.
No início do terceiro quarto, os times, apostando bastante nos chutes de três, se revezaram em vantagem. A indefinição durou até que Bauru conseguiu encaixar seu jogo de transição e “desgarrou”, abrindo nove pontos de frente, 55 a 46. O Paschoalotto passou a dominar. Porém, Mosso acabou fazendo falta antidesportiva em Atílio, que converteu os dois lances livres. Na posse de bola, Rio Claro ainda converteu de três e baixou para quatro pontos o prejuízo: 61 a 57.
O “inesperado” aconteceu no início do quarto final. Rio Claro seguiu reagindo e virou em 64 a 63, em uma sequência de pontos de 12 a 2 entre as parciais. A reação de Bauru foi imediata. Com intensidade na marcação, o time passou à frente mais uma vez, abrindo 71 a 67. Mas, na base dos chutes de três, Rio Claro conseguiu reverter em 73 a 71, colocando drama no jogo e ameaçando a classificação do Paschoalotto. E falando em inesperado, Jeff, de três, empatou o jogo em 74 pontos a 30 segundos do fim.
No entanto, Luisinho acertou também de três e a tensão tomou conta da Panela. Com o time visivelmente nervoso em quadra, o empate só veio a cinco segundos do fim, mais na base da vontade, em cesta de Gui, que pegou o rebote e arremessou de três: 77 a 77. Não havia acabado o drama. Cinco segundos foram suficientes para novamente Luisinho, mesmo marcado, arremessar da zona morta, a bola quicar no aro, rodar, ameaçando entrar, e sair, decretando a prorrogação para alívio da torcida bauruense. Nos cinco minutos extras, finalmente Bauru se impôs completamente, esteve sempre à frente e selou a classificação com vitória por 87 a 80.
Sofrimento fortalece
O técnico Guerrinha, após a partida, comentou sobre as peculiaridades dos Jogos Abertos e da partida de ontem. “Tem a sequência de jogos, o time que joga sem a responsabilidade joga com muito mais eficiência se as coisas começarem acontecendo. Desde o começo, Rio Claro jogou muito bem, tudo que eles fizeram deu muito certo, menos a bola de três no final que saiu. De nossa parte, tem muitos pontos negativos para não deixar o jogo chegar a esta situação. A gente tem equipe e condições de fazer ontem (anteontem) e hoje (ontem) jogos mais tranquilos. Mas se as circunstâncias quiseram assim, acho que nosso time teve espírito e energia para superar e ganhar jogos desta forma. Isso fortalece para o time”, aponta o treinador.
Time acerta verbalmente com Mosso
O Paschoalotto/Bauru chegou a um acordo verbal com o ala/pivô Mosso para a renovação até o final do NBB. Diretoria e jogador acertaram um contrato por produtividade. “Enquanto ele continuar jogando bem, continua aqui”, explica o diretor técnico da equipe, Vítor Jacob. A assinatura do contrato deve ocorrer hoje.
Limeira vence Franca e quer ser ‘zebra’
Ao entrar em quadra ontem à noite, Bauru já sabia o que viria pela frente na decisão dos Jogos Abertos. Na preliminar, Limeira venceu Franca por 104 a 95, na Panela de Pressão, e garantiu presença na final do basquete masculino da Divisão Especial.
O primeiro quarto foi bastante equilibrado e Limeira se manteve à frente sem conseguir se distanciar no placar. O time fechou a primeira parcial com quatro pontos de vantagem, 27 a 23. Franca reagiu no início do segundo quarto, acertou a mão nos chutes do perímetro, diminuiu para seis pontos e foi para o intervalo com desvantagem de sete: 50 a 41.
No início do terceiro quarto, Franca seguiu reagindo, chegou a liderar o placar, e os times se alternaram à frente até os instantes finais do quarto. Limeira teve mais equilíbrio e saiu vencendo por 70 a 66.
O jogo seguiu equilibradíssimo no quarto final. No momento decisivo do jogo, Limeira foi mais eficiente e conseguiu se distanciar no marcador, administrando a vantagem e tirando proveito da desconcentração de Franca. Final, Limeira 104 x 95 Franca.
O técnico Demetrius Ferracciu, de Limeira, comenta o desempenho de sua equipe, que mesmo com a oscilação no terceiro quarto, garantiu a vaga na disputa do ouro. “É normal estes altos e baixos durante a partida. O objetivo é ter isso o menos possível. Viemos de uma sequência de quatros jogos duros e espero que possamos fazer um grande jogo na final, desfrutando o privilégio de estar na final”, declara.
O treinador afirma que o fato de enfrentar a anfitriã Bauru na final tem dois aspectos. “Tem os dois lados, a favor e contra. O fator casa é positivo, mas temos que saber jogar em cima da pressão da equipe deles, de terem de ganhar o título em casa”, pontua.
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