A redução nas taxas de juros provocou aumento da demanda pelo crédito rural oficial. Os números divulgados segunda-feira pelo Ministério da Agricultura revelam que nos primeiros quatro meses desta safra os bancos liberaram R$ 38,817 bilhões em linhas do crédito rural, valor 25% superior ao aplicado de julho a outubro do ano passado.
O montante corresponde a 33,7% do total programado pelo governo nesta safra para a agricultura empresarial (que é de R$ 115,25 bilhões), sendo que em igual período do ano passado havia sido liberado 29% do total previsto (de R$ 107,238 milhões).
Os bancos também aumentaram as liberações para a agricultura familiar, que atingiram R$ 6,279 bilhões de julho a outubro.
O valor é 27,1% superior ao liberado em igual período do ano passado e corresponde a 34,9% dos R$ 18 bilhões programados para esta safra. Na mesma época do ano passado as aplicações correspondiam a 30,9% do total previsto (R$ 16 bilhões).
O total de recursos liberados no crédito rural, tanto agricultura familiar como empresarial, somou R$ 45,096 bilhões, valor 25,3% superior aos primeiros quatro meses da safra passada e correspondente a 33,8% dos R$ 133,25 bilhões previstos pelo governo.
Na mesma época do ano passado as liberações correspondiam a 29,2% dos R$ 123,248 bilhões programados.
Custeio
A maior parte dos recursos liberados para a agricultura empresarial foi destinada ao financiamento das operações de custeio e comercialização. O total liberado de julho a outubro somou R$ 31,331 bilhões, valor 36,3% superior ao observado em igual período do ano passado e correspondente a 36% dos R$ 86,950 bilhões programados.
Vale lembrar que nesta safra os juros dos financiamentos a taxas controladas foram reduzidos de 6,75% para 5,5% ao ano.
Os recursos para custeio e comercialização a juros controlados somaram R$ 25,987 bilhões, valor 33,9% superior a igual período do passado. Já as aplicações a taxas de juros livres aumentaram 49%, para R$ 5,343 bilhões.
Mesmo com a redução da taxa de juros as liberações de crédito para investimento recuaram para R$ 7,486 bilhões (-7,2%) em relação aos primeiros quatro meses da safra passada.
Apenas a linha de crédito destinada ao programa de agricultura de baixo carbono teve crescimento expressivo, passando de R$ 136 milhões de julho a outubro do ano passado para R$ 936,3 milhões em igual período deste ano.