Na Roma Antiga, um conhecido imperador ordenou aos seus subordinados: "Dai ao povo: pão e diversão". Hoje, mais de 2 mil anos depois, a história se repete... de forma customizada, confesso, mas se repete! Seria o Luiz Inácio a reencarnação "mal-acabada" de Júlio César? Talvez uma versão reduzida, com ares de vovozinho dos Smurfs, fazendo caridade em prol da renovação das palavras do tal imperador. Na versão atual, a comida ganhou ares de requinte: um cartão intransferível e apresentável, mais conhecido como "bolsa-fome". Com relação à diversão, alguém duvida da Era fanática do futebol? O povo sem fome, mesmo mal alimentado, e mascaradamente feliz, não dá trabalho! Não é mesmo?
Analisem outro contexto: O povo se diverte com o nome do nosso mascote na Copa do Mundo. Fu-le-co. Existe um nome mais esdrúxulo? Não falo da real junção de futebol com ecologia, mas da sonoridade ridícula. Temos que concordar que "Fuleco" é a cara do nosso País! "Fu" de Fuleiro, "Fu" de futebol, "Fu" de fuxico, "Fu" de furto, "Fu" de fumo... "Fu" de fu... ah, deixa pra lá!
"Leco" que, comprovadamente, diz respeito a um tratamento realizado por ondas de choque, utilizado por urologistas para trato de cálculos renais, pode ser claramente incorporado ao contexto da nossa sociedade, já que, metaforicamente, vivemos carregando pedras pela vida inteira e tomando choques para ativar o ânimo em seguir em frente. Analisando por esse "ângulo urológico", "Fuleco" é um nome até sugestivo, comparado com o que, alguns sites, já descobriram a respeito do significado... Se o povo acha graça com toda essa palhaçada que ladeia a nossa história, eu é que não vou discutir, afinal, cada povo tem o governo e o "Fuleco" que merece.
Pensando bem, "ecologicamente falando", Cachoeira também seria uma boa opção, não? Isso sem falar na lista dos réus no processo do mensalão, cujas coincidências bem interessantes ampliam a lista de sugestões: um José que de "Genuíno" não vale um tostão... Um Cristiano que prega a "Paz" com a cultura da corrupção... Um Enivaldo que, ao invés de andar redondinho, esconde toda a grana dentro do seu próprio "Quadrado"... Um José que apesar de roubar o doce, ainda permanece "Salgado"... Um Henrique cujo sobrenome lembra o final de tudo que acontece em nosso País "Pizzolato"... Um Marcos que esconde centenas de notas dentro de um samba canção barato... E, finalmente, um nome que faz jus a essa quadrilha fuleca: "Lamas". "A eficiência do nosso governo é tanta que todos os corruptos do País são descobertos, processados, presos e absolvidos por ele."
O mesmo povo que votou no "Fuleco" aplaude a condenação dos réus por uma semana, esquece tudo em um mês, elege os mesmos ladrões em um ano e passam uma vida agradecendo a porção de migalhas que recebe numa ação diretamente ligada à quantidade de filhos que colocam no mundo... É, Fuleco, se a Copa do Mundo é o futebol, onde estará a raiz dessa questão? Talvez esteja plantada lá no Senado, sugando os nutrientes necessários para sobreviver, através da terra fértil produzida com o suor do nosso próprio trabalho, que somos obrigados a participar de todo o processo, exceto o da colheita, destinada a uma minoria elitizada. Um bando de "engravatos", sem um pingo de vergonha na cara, que se beneficia do próprio conhecimento para driblar as Leis que prezam a nossa dignidade.
Enquanto isso, desviando o foco da população, o Fulekinho dança animado na telinha da televisão, ocultando, com seu "jingle", a triste cena da corrupção. Cômico se não fosse trágico!
Gilmara Giavarina