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São Paulo: Só faltava essa...

Paulo Favero com Redação
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A confusão na final da Copa Sul-Americana entre São Paulo e Tigre, da Argentina, segue dando o que falar. Ontem, foi a vez do técnico da equipe argentina, Néstor Gorosito, falar à imprensa. O comandante respondeu às críticas de Ney Franco e xingou o técnico brasileiro.

Ainda na quarta-feira, em entrevista coletiva após a partida, o técnico são-paulino criticou os rivais, e chegou a chamá-los de “pipoqueiros” por não terem voltado para jogar o segundo tempo.

“O treinador deles é um ‘maricón’ (forma pejorativa para se referir a homossexuais na Argentina). Quando vieram aqui foram os reis da cortesia, mas lá (em São Paulo) diz que só queríamos brigar, que somos covardes. Uma loucura”, afirmou Gorosito à rádio argentina “La Red”.

O técnico argentino também classificou como “barbaridades” as palavras do presidente são-paulino, Juvenal Juvêncio. Após o duelo, o tricolor provocou os hermanos: “Sentiram que iriam levar a goleada e desistiram do jogo”.

Apesar de mais uma polêmica, o clube brasileiro não quer saber de encrenca. Para evitar qualquer problema na Conmebol, o São Paulo se prepara para enviar um ofício à entidade sul-americana sobre os ocorridos na final contra o Tigre. O clube quer se resguardar para mostrar sua versão do episódio para a confederação. “Nós vamos relatar os fatos e tudo que aconteceu no Morumbi. É obrigação do São Paulo fazer isso”, explicou João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol.

A intenção da equipe brasileira é pedir uma punição para o Tigre, que segundo os dirigentes tricolores, iniciou a confusão no jogo de volta da decisão da Copa Sul-Americana. Segundo José Francisco Manssur, assessor especial da presidência, o time argentino vai disputar a Copa Libertadores e não pode ficar impune. “A Conmebol tem de se preocupar com esse time, que pode fazer isso de novo em outra competição. Cada vez mais a versão deles cai em descrédito”, afirmou o advogado.

“Eles foram para a delegacia e não prestaram depoimentos, deixaram apenas o cônsul falar. Mas todos nossos seguranças fizeram o depoimento. Tenho todo histórico dos fatos e vamos relatar para a Conmebol”, diz Manssur confirmando que vai anexar o Boletim de Ocorrência para provar que a versão dos argentinos é uma farsa. Segundo ele, quando davam entrevistas os jogadores do Tigre falavam que tinham sido ameaçados com revólveres, mas depois não citaram isso quando estiveram na delegacia. O presidente Juvenal Juvêncio faz questão que seja ressaltado o fato de os adversários terem quebrado o vestiário dos visitantes no estádio do Morumbi.

Em determinado momento, os jogadores do Tigre também falaram que tinham errado o caminho e caído na entrada lateral do vestiário do São Paulo. “Mas isso é praticamente impossível porque eles teriam de entrar por outro túnel. Não tem como errar, é uma diferença de quase 50 metros”, contou Manssur.

 

Título garantido

Diante das especulações de que o título do São Paulo não estaria garantido em razão das incertezas a respeito da confusão, a Conmebol emitiu nota oficial na noite de quinta-feira para ratificar o clube brasileiro como campeão da Copa Sul-Americana.

Segundo a entidade, o árbitro Enrique Osses tentou, “em reiteradas oportunidades”, convencer a equipe argentina a retornar ao gramado para o segundo tempo. Após 50 minutos (15 minutos regulamentares mais 30 de espera), ele aplicou o regulamento, determinando o jogo concluído com o resultado de 2 a 0 a favor do time brasileiro, “o que significou a consagração do São Paulo FC como campeão”.

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