Internacional

Cidade faz vigília depois da tragédia

Folhapress
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Newtown -   A sede do Corpo de Bombeiros de Sandy Hook reuniu por toda a sexta-feira e na madrugada de ontem os pais e familiares das crianças mortas no maior massacre numa escola primária nos EUA.

O quartel fica a metros da escola onde o suspeito Adam Lanza, 20 anos, teria assassinado seis professores, entre eles a diretora da escola, e 20 crianças entre 5 e 10 anos, em duas salas de aula.

Toda a área está isolada pela polícia, e pais das vítimas ainda não tinham deixado o local na manhã de ontem.

A polícia não confirmou, mas acredita-se que os corpos das vítimas estejam ali também. As autoridades ainda não tinham revelado os nomes de todas as vítimas.

A polícia de Connecticut coletou evidências “muito boas” que podem levar à motivação do atirador por trás do massacre. A declaração foi dada em pronunciamento a jornalistas pelo tenente Paul Vance. Entre os poucos detalhes revelados, ele afirmou que, ao contrário do que foi ventilado em relatos anteriores, o atirador forçou sua entrada na escola, em vez de não ter encontrado resistência.

Ao menos um pai de um dos alunos de Sandy Hooks afirmou que a mãe do atirador trabalhava como professora substituta no lugar e, por isso, era provável que a diretora tivesse reconhecido Adam.

A versão mais difundida extraoficialmente é que Adam Lanza matou a mãe pela manhã, antes de se dirigir à escola e promover o massacre.

Adam morava com a mãe, Nancy, em um subúrbio de classe alta de Newtown, com casas amplas  de dois andares e jardins bem cuidados, sem muros ou grades. A casa deles, de 350 metros quadrados de área construída, é avaliada em US$ 600 mil (R$ 1,25 milhão) por uma imobiliária local. Ali, a mãe possuía legalmente as três armas de fogo usadas por Adam. A rua Yogananda está parcialmente interditada pela polícia.

Divorciado de Nancy desde 2008, o pai de Adam, Peter Lanza, mora em outra cidade, Stamford, e só soube do massacre protagonizado pelo filho ao ser questionado por um jornalista em sua casa. Ele é vice-presidente de serviços financeiros da General Electric (GE).

Com 27 mil habitantes, Newtown, a cidade em Connecticut aonde fica o vilarejo de Sandy Hook, tem uma das rendas per capita mais altas dos EUA.  A renda média de uma família local é de US$ 120 mil por ano, e 95,1% da população é branca.


'Despercebido'

Tímido, inteligente, nervoso e solitário. Uma pessoa que fazia de tudo para não chamar a atenção e ficava desconfortável em situações sociais, mas não era agressiva. Essa é a descrição feita pela imprensa americana do suspeito do tiroteio na escola primária Sandy Hook, na pequena cidade de Newtown, em Connecticut.

Adam Lanza, 20 anos, concluiu o ensino médio em 2010, mas não quis aparecer no livro de formatura. No lugar de sua foto, aparece o aviso “camera shy” (arisco a câmeras).

Apesar da timidez em sala de aula, onde, segundo colegas, ele dizia pouquíssimas palavras, Adam tinha um ótimo desempenho escolar.

Alguns o descrevem, porém, como alguém “estranho”. Um colega disse que, ao olhar para ele, tinha a sensação de que “nenhuma emoção passava pela sua cabeça”.

Olivia DeVivo, ex-colega de Adam ouvida pelo jornal “New York Times”, disse: “Ele passava tão despercebido que as pessoas nem paravam para pensar que talvez ele precisasse falar com alguém ou necessitasse de algum tipo de ajuda.” “Nunca o vi com alguém. Não consigo pensar em uma pessoa que tivesse algum tipo de relação com ele”, acrescentou.

A adolescência de Adam pareceu ser turbulenta. Em 2006, Ryan, seu irmão mais velho - que foi confundido com o suspeito no Facebook e depôs anteontem sobre o caso - saiu de casa para fazer faculdade, deixando-o sozinho com os pais, que estavam se separando. Eles se divorciaram em 2008, e o pai de Adam, Peter Lanza, foi para Stamford e casou novamente.

Acredita-se que Adam vivia com sua mãe, Nancy, professora do ensino primário, em um bairro localizado a 8 km da escola onde aconteceu a tragédia. Ela é descrita por conhecidos como uma pessoa dedicada aos filhos.

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