Com muita tristeza, admiração e piedade, li nesta seção, no dia 9, domingo passado, o infeliz artigo publicado pelo senhor "General", onde manifesta toda sua frustração e pobreza de espírito através de palavras que demonstram falta de educação, falta de respeito e nenhuma escolaridade, ao manifestar-se de maneira descortês, agressiva e deselegante, contra a torcida do Corinthians.
Lembre-se, "sr. General", de que estamos diante de uma competição esportiva, onde devem falar mais alto a alegria, o bom-senso e o espírito esportivo. A agressividade e a vingança são armas dos fracos, de quem nos devemos apiedar. Incitar torcidas a guerrearem entre si é algo próprio dos derrotados, dos falidos intelectualmente, dos fanáticos, dos iletrados e desprovidos de inteligência. Não devemos fazer do futebol o que fizeram, num passado não muito distante, El Salvador e Honduras.
Se perdermos o título, continuaremos de cabeça erguida, torcendo cada vez mais pelo nosso glorioso Corinthians. Se o conquistarmos, comemoraremos sem excessos, dentro dos padrões exigidos pela educação, decência e respeito determinados pela ética. Sou corintiano e tenho muitos amigos, amigos mesmo, que torcem pelos mais diversos clubes brasileiros, a quem sempre respeitamos.
Reprovo integralmente as suas palavras ofensivas e espero que o senhor tenha um mínimo de dignidade e cavalheirismo e venha a público pedir desculpas a todas as torcidas, a sua e àquelas que o senhor comprometeu insinuando que elas deveriam unir-se em massa contra a torcida corintiana, numa atitude tremendamente deselegante, comprometedora e antiesportiva. Fiquei triste quando o Palmeiras foi rebaixado pela segunda vez, pois não teremos no próximo ano aquele clássico que mexe com todos, diretamente ou indiretamente envolvidos. Conhecemos e respeitamos o valor do Palmeiras no cenário futebolístico brasileiro e temos o mesmo respeito pelos seus inteligentes e laboriosos torcedores. Exceções, contudo, existem em todos os segmentos de qualquer sociedade. O exemplo está explícito.
Quero lembrá-lo, por fim, de que se perdermos o título mundial, estaremos perdendo longe de nossos domínios e para os melhores times do mundo, com os quais não temos condições de competir financeiramente, porque vivemos num país do terceiro mundo onde falta tudo inclusive vergonha na cara dos nossos políticos: também há exceções. Não estaremos perdendo dentro de nosso próprio estádio, sob o calor de nossa torcida para um tal de Asa de Arapiraca que ninguém sabe quem é, de onde veio e onde fica. Desejo-lhe de coração um feliz Natal e um Ano Novo cheio de paz e felicidades e que os Anjos do Senhor o iluminem para que no próximo pronunciamento, o senhor seja menos infeliz, menos deseducado e mais diplomático. Abraços a todos.
Edson de Oliveira