Parabenizo Laerte Mazetto pelo bonito relato com o tema acima. Senhor Laerte, eu vivi essa época, usei brilhantina Glostora, etc e etc. Porém, eu residia em sítio (zona rural) e a gente ia nos bailes, todos os sábados, a cavalo e ia também nas festas das igrejas, onde as moças faziam o popular "futing". A gente falava "futi". Ficavam o tempo todo dando voltas em torno da igreja e a rapaziada fazia um corredor e ficava "mexendo" com elas, assobiando, uns mais ousados, outros mais inibidos, mas todos com o intuito de arrumar uma namorada, que naquela época era para casamento.
Laerte, a gente usava também um espelhinho, que ia no bolso traseiro da calça. Era na maioria um espelhinho oval, cujo verso, quase sempre, tinha a foto de uma mulher nua, que, naquela época era um absurdo, ninguém podia ver e nem saber. Vez em quando, a gente tirava o espelho do bolso e ajeitava os cabelos, que já estavam duros de terra devido à poeira da estrada. Era uma vida difícil naquela época, porém a gente se divertia para caramba, com coisas muito simples. Na realidade, tenho saudade daquele tempo, apesar das dificuldades. Sabe, senhor Laerte, se formos contar nossas aventuras daquela época, daria pra escrever um livro. E digo mais: um livro com muito conteúdo. Grande abraço do amigo. Bom 2013 para todos nós.
Ivo de Jesus Ribeiro