Internacional

EUA: Hillary Clinton se diz responsável por morte de embaixador na Líbia

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Reuters

Secretária de Estado assumiu responsabilidade pela morte de diplomata

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta quarta-feira (23), que é responsável pelos fatores que levaram à morte do embaixador dos Estados Unidos na Líbia, Christopher Stevens, em 11 de setembro.

O diplomata e outros três membros do corpo diplomático foram mortos em uma emboscada de extremistas no consulado americano em Benghazi, no leste líbio. O ataque aconteceu no primeiro dia de protestos violentos de islâmicos contra os Estados Unidos por causa de um vídeo que parodiava o profeta Maomé.

A morte de Stevens foi o primeiro assassinato de um diplomata americano em 24 anos, o que gerou críticas dos republicanos ao governo do presidente Barack Obama por falhar na segurança das representações diplomáticas americanas.

Em comissão do Senado para investigar o incidente, Hillary assumiu a responsabilidade pela falta de segurança no local, assim como feito em uma entrevista em outubro.

Ela também disse que a instituição implantou medidas para melhorar a segurança dos diplomatas nas representações americanas. "Ninguém é mais comprometido em fazer isso bem. Estou determinada a deixar mais seguro e forte o Departamento de Estado e nosso país", disse.

Mesmo tendo assumido a responsabilidade, a secretária disse que não recebeu nenhum pedido de aumento da segurança da missão americana na Líbia antes do ataque. O painel independente que investigou o caso afirmou que Stevens havia requisitado o aumento do efetivo, dias antes do ataque.

Ela ainda explicou que esses pedidos eram geridos pelos profissionais de segurança e não passavam por sua mão. "Os pedidos de segurança são geridos pela divisão de segurança do departamento. Eu não vejo essas requisições, elas não chegam até mim, não sou eu quem as aprova ou nega".

Comentários

Comentários