Ex-chefe do tráfico de drogas na favela da Rocinha, zona sul do Rio, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, foi condenado nesta quinta-feira (24) a 12 anos de prisão, em regime fechado, por tráfico de drogas.
Em sua sentença, o juiz Marcel Luna Duque Estrada, da 36ª Vara Criminal, afirma que a liderança criminosa de Nem na Rocinha era um fato notório, "cabalmente demonstrado nas provas e nos depoimentos das testemunhas".
"Verifica-se que a culpabilidade do réu é intensa, na medida em que ele tinha posição de chefia no grupo criminoso e atuava com desfaçatez e desenvoltura, articulando tramas criminosas por longo período de tempo e sem a preocupação de se expor na comunidade em que vivia, afrontando a todos como marginal declarado", completou o magistrado.
Réu no mesmo processo, Anderson Rosa Mendonça, conhecido como Coelho, foi absolvido. De acordo com o juiz, "não obstante a existência de indícios - até fortes - de autoria, não se pode afirmar sem medo de errar que o réu Anderson participara do crime nos termos da denúncia".
Segundo denúncia do Ministério Público estadual, Nem e Coelho teriam se associado para compra, transporte e fornecimento de produtos químicos para produção de cocaína, entre agosto de 2007 e maio de 2009, na favela da Rocinha e no Morro de São Carlos, no Estácio. Os dois teriam montado um laboratório de refino da pasta base de cocaína na favela da Rocinha que, por causa das várias operações policiais na região, foi transferido para o morro de São Carlos.