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Comitê veta 'família" e terá só uma mascote nos Jogos Olímpicos 2016


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 A mascote da Rio-2016 não poderá ter uma família. O comitê organizador dos Jogos definiu que as próximas Olimpíada e a Paraolimpíada terão, cada uma, apenas um personagem-símbolo.


A decisão foi divulgada nesta segunda-feira (28) pelo comitê organizador em encontro com 15 empresas classificadas para criar a mascote.


"A decisão foi tomada a partir de uma análise comercial, analisando a capacidade do mercado consumidor. Tem mais orientação do que restrições. As restrições são óbvias: não pode representar mais um grupo do que outros, não pode ter cunho político, tem que ser politicamente correto", disse a diretora de marca da Rio-2016, Beth Lula.


Ela disse que a mascote poderá ter personagens em seu entorno que ajudem a contar sua história. Eles seriam usados em filmes de animação. Mas não poderão dividir a representação dos Jogos.


A primeira família de mascotes foi criada em Sydney-2000, com Olly, Syd e Millie. Em Atenas-2004, Phenos e Athena representavam os Jogos. Pequim-2008 contou com cinco personagens. Segundo Lula, a decisão chinesa levou em conta a cultura de coleções no país.


Londres resgatou as mascotes "solitárias", com Wenlock e Mandeville - olímpica e paraolímpica, respectivamente. Representavam gotas de aço das obras olímpicas.


"[A mascote] Tem que ter muita pertinência com os valores olímpicos, paraolímpicos e com os nossos Jogos. Tem que falar de amor, paixão, ser uma mascote alegre e representar nossa cidade e nosso país", disse Beth Lula.


O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, pediu que a mascote Paraolímpica não tenha cadeira de rodas, vendas ou outros acessórios que evidencie a deficiência.


"O movimento paraolímpico é sobre eficiência, é reforçar o que eles fazem de melhor, e não a dificuldade", disse Parsons.


A expectativa é que a mascote represente 25% das vendas de produtos licenciados pelo Rio-2016. O processo de escolha será concluído em junho. Mas a divulgação da mascote só ocorrerá em agosto de 2013. Os organizadores e desenvolvedores terão que manter o segredo por mais de um ano. A escolha também depende de aprovação dos comitês Olímpico e Paraolímpico internacionais.


Ainda não está definido se o nome será escolhido pelo comitê ou em votação popular.

 

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