Inflação, de novo!
Como era esperado e até especulado pelo mercado, a inflação se elevou. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, ficou em 0,86% no mês de janeiro. Se anualizarmos, ou seja, acumularmos as altas nos últimos 12 meses (de fevereiro de 2012 a janeiro de 2013), temos 6,15%. Lembrando que o limite máximo fixado pelo próprio governo é de 6,5% ao ano. Portanto, “sinalzão” amarelo.
Pior janeiro desde 2005
Este índice é o maior desde janeiro de 2005 e o mais alto em um único mês em 10 anos. O vilão já é conhecido: o grupo alimentação.
Tomate e batata com altas acima de 20%
O grupo alimentação teve alta média de 1,99% no mês. O tomate com 26,15% e a batata-inglesa com 20,58% foram as altas mais significativas. Em seguida, vieram a cebola (+14,25%), as hortaliças (+10,86%), a cenoura (+9,83%), o feijão-carioca (+5,27%), o frango (+4,75%), o pão francês (+1,30%) e as carnes (+1,16%).
Consumidor: se possível substituta
Como não há uma solução no curto prazo, o consumidor tem que ser soberano e substituir os produtos que puder, ou seja, utilizar a criatividade para evitar comprar produtos que oneram muito seu bolso. É um momento delicado e todos devem fazer sua parte, principalmente aquele que é o maior interessado, isto é, o consumidor.
Metodologia de cálculo da inflação
Tendo como fonte o próprio IBGE, vale lembrar a metodologia de cálculo da inflação oficial no Brasil, ou seja, o IPCA. Existe, na prática, um Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor - SNIPC, que consiste em uma combinação de processos destinados a produzir índices de preços ao consumidor. O objetivo é acompanhar a variação de preços de um conjunto de produtos e serviços consumidos pelas famílias. O sistema abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além do Distrito Federal e do município de Goiânia. É a partir da agregação dos índices regionais referentes a uma mesma faixa de renda que se obtém o índice nacional.
Coletas de preços
Os índices mensais resultam, regra geral, da comparação dos preços vigentes nos 30 (trinta) dias do período de referência com os 30 (trinta) do período base. A coleta integral de preços se dá a cada período de 30 (trinta) dias que é segmentado, sem interrupção, em 4 (quatro) subperíodos. Cada um deles contém cerca de 7 (sete) dias com datas definidas através do Calendário Anual de Coleta do SNIPC.
População-objetivo
A população-objetivo do IPCA é referente a famílias residentes nas áreas urbanas das regiões de abrangência do SNIPC com rendimentos de 1 (um) e 40 (quarenta) salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos. Para cada região, são utilizadas as informações das seguintes pesquisas básicas: Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) - que forneceu as estruturas de ponderação das populações-objetivo -, Pesquisa de Locais de Compra (PLC) - forneceu o cadastro dos informantes e é continua - e Pesquisa de Especificação de Produtos e Serviços (PEPS) - garantindo a estruturação de ponderações.
Quais preços são considerados?
Principais Variáveis Investigadas e Unidades de Investigação são os preços efetivamente cobrados ao consumidor para pagamento à vista. A Pesquisa é realizada em estabelecimentos comerciais, prestadores de serviços, domicílios e concessionárias de serviços públicos.
O cálculo
Os índices são calculados para cada região. A partir dos preços coletados mensalmente, obtém-se, na primeira etapa de síntese, as estimativas dos movimentos de preços referentes a cada produto pesquisado. Tais estimativas são obtidas através do cálculo da média aritmética simples de preços dos locais da amostra do produto que, comparadas em dois meses consecutivos, resultam no relativo das médias. Agregando-se os relativos dos produtos através da média geométrica é calculada a variação de preços de cada subitem, que se constitui na menor agregação do índice que possui ponderação explícita. A partir daí, é aplicada a fórmula Laspeyres (considera o peso de cada produto pela sua quantidade e preço sobre o total), obtendo-se todos os demais níveis de agregação da estrutura item, subgrupo, grupo e, por fim, o índice geral da região.
São mais de 400 itens pesquisados
São mais de 400 itens que compõem a cesta de produtos pesquisada. Assim, um aumento no grupo alimentação pode ser atenuado pela baixa ou estabilidade no preço de outro produto. É uma média ponderada e como tal deve ser vista.
Mude já, mude para melhor!
Chega o momento em que os pais devem estar preparados para a saída dos filhos de casa. Isso pode se dar pelo casamento, pelo trabalho, por uma opção pessoal ou pelo desafio em cursar uma universidade fora de casa. É um ciclo natural, mas que, dependendo da forma de criação dos filhos, é mais dura. A convivência diária, o repartir dos momentos bons e ruins, enfim, ter os filhos por perto (e eles os pais perto) gera o que posso chamar de certa zona de conforto. Quando isso muda, vem uma avalanche de novas informações, emoções e de mudanças que precisam de um tempo para ser assimiladas. Mas é irreversível, afinal conhecemos a frase “criamos os filhos para o mundo”. Por mais que queiramos retardar isso, é inevitável. Nesta situação, vale priorizar o lado bom, o chamado lado cheio do copo, e ter a consciência do que é melhor para vida deles. Os rompimentos não são fáceis, mas devem ser enfrentados. Mude já, mude para melhor! Boa semana.