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Policiais funcionarão como ?olhos? das universidades nas vias públicas

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 1 min

Uma cultura ruim. É assim que as universidades consideram os trotes. E a parceria com a PM foi a solução encontrada para combater essa prática. Para as instituições, os policiais funcionarão como os “olhos” das universidades nas ruas. E os alunos flagrados podem ser até expulsos.

O presidente do Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, Jair Manfrinato, afirma que a preocupação em combater os trotes é pela segurança dos próprios alunos. “No pedágio, por exemplo, há o risco de eles serem atropelados”.

Ele explica que, dentro do câmpus, é mais fácil fiscalizar. Contudo, na parte externa, a parceria com a polícia será essencial. “Lá fora, não temos nem pessoas para fazer essa fiscalização. Com essa ajuda da polícia, o avanço será grande”.

E as penas podem ser duras aos alunos que forem flagrados na prática do trote. “Eles podem receber desde uma advertência verbal até mesmo a expulsão”, alerta Jair Manfrinato.

A Universidade Sagrado Coração (USC) também enxerga de forma muito positiva a atuação conjunta com a polícia. “A ajuda da PM em relação às mediações da Instituição vai facilitar o trabalho que a USC já vem desenvolvendo de conscientização e formação a respeito do tema. Como iniciativa alternativa, incentivamos os estudantes para o trabalho social voluntário e atividades artísticas”, aponta a reitora da instituição, irmã Susana de Jesus Fadel.

Além da fiscalização para coibir o trote, a reitora aponta que a parceria terá um prisma pedagógico. “Também em parceria com a PM proporcionaremos palestras de informação e conscientização sobre o trote e suas consequências”, conclui.

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