O mutirão de limpeza realizado pela prefeitura de Bauru ontem e sábado retirou 15 toneladas de material capaz de tornar-se criadouro de dengue, em Bauru. A cada dia, 11 caminhões levaram ao aterro sanitário lixo encontrado em quintais de casas situadas nos bairros Vila Souto, Vila Celina, Vila Paraíso, Jardim Jussara, Vila Nipônica, Jardim Gaivota, Vila Ipiranga, Água do Sobrado, Parque das Andorinhas, Parque dos Sabiás, Jardim Vitória, Jardim Ouro Verde e Jardim Ferraz.
Ao todo, cada um deles circulou cerca de 100 quilômetros para limpar a região formada por aproximadamente 700 quarteirões. De acordo com o coordenador da Defesa Civil, Álvaro de Brito, foi tranquilo o trabalho realizado pelos 60 servidores - da Saúde, Departamento de Água e Esgoto (DAE), Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb), secretarias do Meio Ambiente (Semma), de Obras e das Administrações Regionais (Sear).
A ação, no entanto, reitera matéria publicada pelo Jornal da Cidade na última sexta-feira, quando a reportagem informou que, a despeito dos números crescentes dos casos de dengue em Bauru em 2013, a população parece não adotar as medidas preventivas para eliminação de criadouros de larvas do mosquito transmissor.
Avanço
A partir de hoje, é possível que o número de casos da doença ultrapasse 500. Totalizava até sexta-feira 498 confirmações, sendo 493 autóctones e 05 importados. Para tentar conter o avanço da epidemia, a administração municipal realizou o mutirão, que aproveitou para depositar veneno nos locais infestados e prestar esclarecimentos a população.
Nesta semana, as equipes da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) seguem desenvolvendo as atividades da Ação de Nebulização casa a casa, no Conjunto Habitacional Mary Dota, iniciadas há uma semana. São 30 funcionários do Estado percorrendo as ruas do Conjunto Habitacional Mary Dota, equipados com termonebulizadores costais, aplicando inseticida nas residências com o objetivo de eliminar os mosquitos Aedes Aegypti, na fase adulta, interrompendo assim o ciclo de transmissão da doença.
Para tanto, a Secretaria recomenda à população que durante a aplicação do inseticida, os acamados sejam mantidos em cômodos com portas e janelas fechadas, que gaiolas sejam mantidas cobertas, que as janelas e portas estejam abertas e os demais animais e moradores do imóvel visitado permaneçam na rua até o final do trabalho.