O Vaticano confirmou ter grampeado alguns funcionários em telefonemas, e-mails e durante encontros mantidos na sede da igreja, mas com ordem judicial e restrita a poucos casos. Isso teria ocorrido no contexto da investigação do Vatileaks, o vazamento de papéis do papa.
Após denúncia publicada na revista italiana “Panorama”, o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, admitiu ontem que houve um esquema de vigilância no último ano no Vaticano, mas “não na dimensão descrita” pela reportagem.
“No contexto do Vatileaks, algumas interceptações e checagens foram autorizadas pela magistratura do Vaticano”, disse.
Foram as investigações da magistratura do Vaticano que levaram à acusação contra o ex-mordomo de Bento XVI, Paolo Gabriele, acusado de vazar correspondências confidenciais do agora Papa emérito.
Segundo a “Panorama”, a ordem para os grampos teriam vindo do camerlengo Tarcisio Bertone, que ocupa, desde quarta-feira e até a eleição do novo papa, o cargo de “chefe de Estado” do Vaticano.
Eleitores não terão acesso
Os cardeais não terão acesso a um relatório secreto, mas os três autores do documento estarão nas congregações gerais e poderão orientar os eleitores a respeito das suas conclusões.