Os companheiros de Luis Fabiano passaram os últimos dias consolando o atacante. Eles afirmam que a expulsão infantil após o apito final do jogo contra o Arsenal, na quinta-feira, deixou o artilheiro são-paulino abalado e com vontade de se redimir da falha no clássico deste domingo contra o Palmeiras. “Ele está bem chateado por ter levado o cartão vermelho contra o Arsenal e espero que ele possa descontar essa tristeza com gols no domingo”, comentou o volante Wellington.
Suspenso da partida decisiva da Libertadores na próxima quinta-feira, contra o mesmo Arsenal, na Argentina, restou a Luis Fabiano se dedicar exclusivamente ao clássico deste domingo no Morumbi. Mais do que balançar as redes, ele tem a responsabilidade de demonstrar autocontrole.
Será a chance para Luis Fabiano para tentar convencer a torcida de que a mais recente expulsão foi apenas um incidente, resultado da perseguição da arbitragem, como ele próprio fez questão de frisar após o cartão vermelho dado pelo árbitro colombiano Wilmar Roldán. Votos de confiança a ele não faltam dentro do São Paulo. Primeiramente, a diretoria decidiu não o punir pelo erro. E todo o elenco são-paulino ressaltou que pelo menos na quinta-feira o artilheiro foi educado ao reclamar e injustiçado ao ser punido com a expulsão.
Com sete gols em dez jogos na temporada, é inegável a boa fase de Luis Fabiano. Mas, como ele está de olho em recuperar o espaço perdido para Fred na seleção brasileira, vale mostrar que está evoluindo também no aspecto disciplinar - um critério que conta para adquirir a confiança do técnico Luiz Felipe Scolari. E o artilheiro tem boas lembranças do Palmeiras. No último encontro, ainda no ano passado, ele fez dois gols na vitória por 3 a 0 no Brasileirão.
Kleber
É bem provável que nenhum jogador que atue no clássico deste domingo esteja tão a fim de mostrar serviço quanto o atacante Kleber. Afinal de contas, já tem torcedor do Palmeiras pedindo sua dispensa só pelo inacreditável gol que ele perdeu na partida contra o Tigre, na última quarta-feira, na Argentina - para piorar a situação, na sequência da jogada saiu o gol da vitória do time argentino.
Desde o término daquela partida, Kleber tem sofrido e tentado entender o motivo de ter insistido em dar mais um drible ao invés de concluir para o gol quando já estava livre. Mas ele sabe que a melhor forma de se redimir é marcando gols, ainda mais em um clássico como o deste domingo no Morumbi. Por isso, após a partida na Argentina, ele se limitou a dizer que foi displicente no lance e, desde então, optou pelo silêncio. Criou uma concentração particular para conseguir esquecer o que passou e poder iniciar sua trajetória com a camisa palmeirense de outra forma.
Após a partida contra o Libertad, ele disse que faltou vontade para o time e mais malandragem para aprender a jogar Libertadores e dar uma “chegada” no adversário. E após o jogo contra o Tigre, preferiu admitir seu erro e falar em displicência, ao invés de culpar alguém ou algo. Mas Kleber saber que só a personalidade não é o suficiente para conquistar o torcedor.
‘Vamos ganhar’, diz Valdivia
Decisivo, polêmico e temperamental. Ídolo no clube pelo qual conquistou dois títulos, mas questionado pela torcida por causa dos recorrentes desfalques. Este ano, prometeu mudar de atitude para retornar à seleção. Este é Jorge Valdivia, 29, a principal arma do Palmeiras para o clássico de hoje contra o São Paulo no Morumbi, onde o Alviverde não vence o rival há 11 anos - são 12 derrotas e sete empates.
O último clássico entre as duas equipes, em outubro de 2012, marcou a última lesão mais séria de Valdivia. Na derrota por 3 a 0, o meia foi substituído após romper o ligamento do joelho esquerdo e ficou fora de combate pelo resto do ano. Hoje, Valdivia tentará resgatar em campo o futebol apresentado na sua na primeira passagem pelo Palmeiras, quando fez dois gols em duas partidas contra o São Paulo no Paulista de 2008, ano em que o time foi campeão estadual.
“Esse grupo é muito forte e ficou mostrado que está mais unido do que nunca e que domingo vai ganhar do São Paulo depois de muito tempo que o Palmeiras não vence lá [Morumbi]”, prometeu o chileno. “Estou louco para voltar a fazer gol em clássico”, disse o meia. O último foi justamente contra o rival de hoje no segundo jogo da semifinal do Paulista de 2008.