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Novo atestado de óbito de Vlado muda causa morte

Redação JCnet com Agências
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Nesta sexta-feira (15), o novo atestado de óbito de Vladimir Herzog, o jornalista Vlado, informa que a causa de sua morte foi lesões e maus tratos sofridos durante interrogatório nas dependências do DOI-Codi, em 1975.

Divulgação

Antigo atestado de óbito do jornalista Vladimir Herzog dizia que ele teria cometido o suicídio

A tese, sustentada pela ditadura militar, que Vlado teria se enforcado, foi revogada após decisão judicial. A família, que foi humilhada por 37 anos com um documento mentiroso, recebeu o novo atestado de óbito, de Rosa Cardoso, integrante da Comissão Nacional da Verdade, em cerimônia no início da tarde no Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo.

A viúva de Vlado, Clarice Herzog, diz que recebe o atestado com felicidade. "É uma conquista da sociedade. Várias famílias vão ter esse direito. Nunca tínhamos tido um reconhecimento da União. É um ato histórico".


Ela também ressalta que o fato abre caminho para que outras famílias façam o mesmo, mas afirma que a família insistirá que os responsáveis pela morte de Vlado sejam identificados.

Herzog foi preso no Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operação de Defesa Interna (DOI-Codi) em 1975 e morreu na prisão em 25 de outubro daquele ano.

Na época, o laudo sobre sua morte apontava asfixia mecânica, o que levou o regime militar da época a defender a tese de suicídio. Em setembro do ano passado, no entanto, a Justiça de São Paulo determinou que o atestado de óbito fosse alterado.

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