O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, chegou ontem de surpresa a Bagdá em sua primeira viagem ao Iraque desde que assumiu o cargo em fevereiro, informou a emissora de televisão estatal iraquiana “Al-Iraquiya”. Kerry aterrissou na capital iraquiana após ter acompanhado nos últimos dias o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em sua viagem pelo Oriente Médio, que o levou a Israel, Palestina e Jordânia.
Kerry, pressionou o primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, para impedir que voos iranianos que cruzam o espaço aéreo iraquiano carreguem armas para a Síria.
Kerry também pediu para que os sunitas, xiitas e curdos do Iraque se comprometam com o processo político, já que o conflito na vizinha Síria representa mais tensão para o precário equilíbrio entre os diferentes grupos iraquianos.
Uma autoridade norte-americana, sob condição de anonimato, havia dito mais cedo que Washington acredita que trocas entre a Síria e o Irã, via o Iraque, por terra e pelo ar, ocorrem quase todos os dias, o que ajuda o presidente sírio, Bashar al-Assad, a reprimir a revolta de dois anos contra o seu regime.
Kerry afirmou ter tido “uma discussão animada” com Maliki sobre o tema e ter deixado claro o descontentamento dos Estados Unidos com as supostas transferências de armas em voos iranianos por meio do espaço aéreo do Iraque.
“Tudo que apoia o presidente Assad é problemático”, disse Kerry à imprensa. “Eu deixei isso muito claro para o primeiro-ministro, que os voos do Irã estão ajudando a sustentar o presidente Assad e o seu regime.”