A empresa Tokyo Electric Power (Tepco), controladora da usina de Fukushima, informou ontem que encontrou um novo vazamento em um dos tanques de água radioativa da central nuclear japonesa. Desta vez, o problema teria acontecido em um depósito subterrâneo.
O novo vazamento é anunciado um dia após a Tepco anunciar que 120 toneladas de água radioativa vazaram de um tanque de superfície que ajuda a resfriar os reatores. O resfriamento foi reforçado após três reatores explodirem depois de serem atingidos pelo tsunami de março de 2011.
Segundo a controladora, foram detectados elementos radioativos na água acumulada entre o solo ao redor do tanque e a capa externa de um revestimento impermeável no fundo do depósito, que fica a 800 metros do oceano. A empresa, porém, considera pouco provável que a água radioativa possa chegar ao mar.
A operadora diz que a quantidade de água radioativa que vazou para o solo foi “mínima” e não houve diminuição dos volumes de água no tanque, embora não tenha mencionado quanto do líquido contaminado saiu do reservatório.
A controladora de Fukushima passou por uma série de problemas em controlar a água que resfria os reatores e mantém um sistema reforçado para manter a estabilidade dos núcleos atômicos. Anteontem, a usina foi desligada por três horas após problemas de refrigeração.
Anteontem, a Tepco informou que 120 toneladas de água vazaram durante período indeterminado de um tanque terrestre da usina. A companhia disse que transferirá os 13 mil litros restantes do reservatório afetado para navios.
Desde 2011, houve diversos casos de vazamentos nos reservatórios e especialistas dizem que a água com resíduos radioativos também escapa pelo sistema subterrâneo de resfriamento. Os cientistas também afirmam que os níveis de radiação estão elevados nos peixes da região.
A explosão nuclear na usina japonesa foi o desastre nuclear mais grave desde a destruição da usina de Tchernobyl, na Ucrânia, em 1986. O terremoto e o tsunami destruíram os geradores de emergência e o sistema de refrigeração. Dos quatro reatores, três foram prejudicados.
O acidente provocou vazamento de material radioativo no solo e no lençol freático da região. Em virtude da explosão, cerca de 160 mil pessoas foram desalojadas da região, sem previsão de volta.