Cultura

Cantor Mariano veio a Bauru para velório de avô

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Eder Azevedo

Ao lado do pai Rui Bijos, Mariano lamentou a perda do familiar: “Ele e minha avó deram meu primeiro violão”

O cantor sertanejo Mariano, da dupla Munhoz e Mariano, famosa por embalar sucessos como “Camaro Amarelo” e “Eu vou pegar você e Tãe” pelo Brasil e pelo exterior, cancelou seus compromissos, ontem, para vir a Bauru. O motivo da viagem de última hora do cantor foi o de acompanhar sua família no velório e enterro do avô materno, José Eloy Mariano, 83 anos, que morava na cidade e faleceu, no final da tarde da última segunda-feira, em decorrência de complicações causadas por um câncer ósseo no braço.


A agenda do sertanejo cancelada incluía a participação dele em dois programas de televisão, uma no Jornal da Band e outra em um programa culinário – no próximo dia 22, ele e seu parceiro musical Munhoz marcarão presença no “Encontro com Fátima Bernardes”, programa matinal da TV Globo.


Durante toda a manhã, o cantor, que veio a Bauru sem os assessores ou o companheiro Munhoz, que ficou em Cuiabá para resolver a agenda da dupla, permaneceu ao lado de seus pais Valentina Aparecida Mariano Bijos Gomes e Rui Bijos Gomes, de seu irmão mais velho, Arthur Mariano, 29 anos, além de seus tios e primos. O velório do patriarca ocorreu no Centro Velatório Terra Branca. O enterro também estava marcado para ontem, às 15h30, no cemitério São Benedito.


Durante o tempo em que permaneceu no velório, Mariano recebeu alguns fãs que se dirigiam até ele para arriscar uma palavra de conforto e pedir uma foto. Em conversa exclusiva com o JC, o sertanejo disse que soube da morte do avô pouco antes de um show em Cuiabá e agradeceu o carinho dos fãs.


“O câncer foi descoberto depois de uma queda dele, na semana passada. Ele já estava bem fraquinho. Fiz o show em Cuiabá ontem (anteontem) sabendo da notícia, acabei passando a noite em claro. A gente acaba acostumando com esse lance de ter que passar uma energia positiva para o público independentemente de estar bem ou ruim. Fiquei emocionado com uma mensagem de uma fã, que não sabia da morte do meu avô e me parou no aeroporto, na vinda para cá, para tirar fotos. Depois ela mandou uma mensagem, de madrugada, se desculpando e me agradecendo pelo carinho”, comenta o cantor.


Primeiro violão


Ainda segundo Mariano, o avô bauruense, que era chamado pela família como “Zequita”, foi uma das primeiras pessoas a incentivá-lo no mundo musical. “Ele e minha avó, também já falecida, me deram meu primeiro violão no Natal de 1999. Nessa época, quase todos eram contra a música, queriam que eu estudasse. É uma perda triste, sentirei muita falta dele”, lamenta Mariano.


José Eloy trabalhou na Prefeitura de Bauru, no Aeroclube e na Emdurb, antes de se aposentar. Com a morte do avô, o elo familiar do sertanejo com a cidade passa a ser os padrinhos Mário Yamamoto e Eliza Yamamoto, moradores da Vila Quaggio.

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