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EUA: Senado autoriza debate sobre restrições à venda de armas

Folhapress
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O Senado dos EUA deu sinal verde, nesta quinta-feira (11), para o debate sobre controle do uso de armas de fogo, rejeitando um esforço de deputados republicanos conservadores para bloquear o debate sobre a medida.

A casa decidiu, por 68 votos a 31, que as discussões para que a mudança na legislação avancem, confirmando um acordo costurado entre senadores democratas e republicanos na quarta.

A aprovação por mais de 60 votos impede a prática do chamado "filibuster" por parlamentares contrários ao controle de armas -o "filibuster" é um dispositivo legal que estende o debate, e que poderia ser usado por legisladores para atrasar ou até inviabilizar a votação.

As discussões sobre a proposta terão início, oficialmente, amanhã. O debate e a apresentação de emendas, tanto do lado dos senadores a favor do controle de armas (a maior parte democratas) quanto contra (em sua maioria republicanos), pode levar semanas.

"O trabalho duro começa agora", disse o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, após a votação de hoje. A sessão teve a presença de parentes de algumas das 26 vítimas do massacre de Newtown, em Connecticut, que deflagrou o debate sobre o controle de armas, em 14 de dezembro.

Se aprovada, a lei será a primeira que regula o comércio de armas a passar pelo Congresso dos EUA desde 1994. Muitos parlamentares republicanos, bem como alguns democratas, são contra esse tipo de controle, alegando que ele viola a Segunda Emenda da Constituição americana, que dá aos cidadãos o direito de portar armas.

Em nota, a Casa Branca reforçou o apoio à proposta: "A legislação inclui diversos elementos do plano do presidente para prevenir a violência por armas de fogo, incluindo a obrigatoriedade de checagem de ficha criminal para todas as vendas de armas, a imposição de penas pesadas a traficantes de armas e a melhora da segurança em escolas. As medidas dessa proposta são soluções do senso comum que de nenhuma forma infringem os direitos da Segunda Emenda (...) e contam com forte apoio do povo americano".

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