Apenas 0,9% dos internos da Fundação Casa (antiga Febem) em todo o Estado de São Paulo foram apreendidos por cometer latrocínios - roubo seguido de morte. O número corresponde a 82 jovens, sendo 33 deles com mais de 18 anos.
A suspeita de que um rapaz reincidente de 17 anos matou um universitário reacendeu as propostas de endurecimento da legislação contra jovens infratores. Segundo a polícia, um adolescente que completa 18 anos ontem confessou ter cometido o latrocínio.
Esse tipo de crime é o sétimo mais comum entre os menores infratores que cumprem medida socioeducativa em São Paulo. A lista é encabeçada pelo tráfico de drogas, que corresponde a 41,8% das internações, seguido por roubo qualificado (39%) e roubo simples (5,1%).
Segundo a Fundação Casa, 661 adolescentes internados no Estado (73,4%) têm de 15 a 17 anos, enquanto os maiores de idade correspondem a 1.740 jovens (19,3%) e apenas 7,3% têm entre 12 e 14 anos. Eles estão em atendimento inicial, internação provisória, internação, internação sanção e semiliberdade.
A internação máxima prevista pelo ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) é de três anos. Uma pessoa pode ficar internada até os 20 anos e 11 meses, se ela for pega na véspera de completar 18 anos.