Nacional

Eleição no PSDB-SP amplia o racha entre serristas e alckmistas

Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

Preocupados em evitar o agravamento da crise com o grupo do ex-governador José Serra, aliados do governador Geraldo Alckmin sustentaram ontem que ele foi desrespeitado por três de seus secretários, que trabalharam para derrotar o vereador Andrea Matarazzo na disputa pela presidência do PSDB de São Paulo.

Matarazzo, amigo e aliado de Serra, retirou sua candidatura ontem após articulação encabeçada pelos secretários José Aníbal (Energia), Bruno Covas (Meio Ambiente) e Julio Semeghini (Planejamento).

Eles emplacaram o nome do ex-deputado Milton Flávio (hoje funcionário de Aníbal na secretaria estadual). O vereador deixou o local da reunião ao lado de policiais, debaixo de gritos de “traidor” e “judas”. Alckmin, que havia dado declaração de apoio à candidatura dele, saiu do episódio, dizem tucanos, desmoralizado.

“Estranho o fato de um governador manifestar sua preferência em um processo partidário ligado diretamente ao seu futuro e três de seus secretários trabalharem no sentido oposto”, disse o ex-governador Alberto Goldman.

O apoio de Alckmin ao vereador era visto na cúpula do partido como um gesto ao grupo serrista. Hoje, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que também atuou em nome da candidatura de Matarazzo, chamou o episódio de “lamentável”. “Havia já um acordo. Eu conversei com o governador e ele disse que estava satisfeito com o negociado, que seria uma divisão de todas as forças”, disse FHC.

Ontem, Matarazzo insinuou a possibilidade de deixar o partido, confirmando o temor de aliados de uma debandada de serristas.

 

Comentários

Comentários