Cultura

Francisco Nicolielo: Uma ?enciclopédia? viva

Mariana Cerigatto
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto

Francisco Juliano Nicolielo procura patrocinadores para lançar suas obras

Aos 83 anos, o escritor Francisco Juliano Nicolielo pode ser considerado uma verdadeira “enciclopédia viva”. Com “saúde de moço” – como ele mesmo afirma –, Nicolielo busca patrocinadores que queiram ajudá-lo a lançar suas obras.

Com pouco recurso, ele é autor de obras que carregam “memórias” e relatos de comunidades indígenas e regiões da fronteira do Brasil.

“Como viviam os índios Nhambiquara” é uma de suas publicações escrita desde a década de 70. Mas só agora o escritor vai lançá-la em série - e procura subsídios para isso.

“Violência na Fronteira” é outra obra, que mostra experiências e relatos sobre situações vividas na década de 50 na fronteira entre Brasil, Bolívia e Paraguai, também no interior do Pantanal.

O livro, que traz relatos de seu contato com a tradição e cultura dos índios, na região do Vale do Rio Guaporé, tem mais de 200 páginas com fotos e experiências vividas por Nicolielo durante os anos de 1967 até 1974.

 

Modo de vida

As páginas mostram como era a relação do homem com o meio ambiente, passagens perigosas entre os homens e os índios arredios no Rio Sabão.

O autor revela o modo de vida dessa comunidade de índios, sua alimentação, sua pontaria com a flecha, sua destreza nas caçadas, assim como seu desespero e ansiedade para pegar a caça.

O autor ainda fala do modo como andavam, totalmente nus, a “sexualidade sem constrangimento”. “Eles viviam como vieram ao mundo.

As vestes eram incômodas. Um grande aprendizado com esses índios que tive foi em relação à medicina milenar, eles usavam remédios da mata e do campo como sendo sua ‘farmácia’.

É por isso que até hoje tenho essa ‘saúde de moço’ ”, brinca.

O livro teve uma publicação tardia - cujas imagens dos índios tiveram que ser preenchidas com tarjas – para evitar mostrar seus corpos totalmente nus.

 

Das pescarias e das aventuras

Nascido em 20 de junho de 1929, em Soturna, hoje Arealva, o agricultor, sertanista desde a juventude, amante de histórias e poesia,  registrou ao longo de sua vida grandes e pequenas aventuras que marcaram momentos especiais - descritos em várias de suas obras. Suas histórias seguem uma linha de tempo dividida entre aventuras nas caçadas e pescarias, vivências de adolescente, viagens, trabalho, família e amigos.

 

Francisco é também autor de “Caçadas e Pescarias”, “Marcado Por Todos”, “História do Vovô e Árvore Genealógica das famílias Nicolielo e Prestes”,  “A história de Arealva (Soturna)”, “O Mistério do Condomínio” e “Vida Longa”. Contatos diretos com o autor: (14) 3011-2276 e (14) 9728-2195.

 

 

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