Diplomacia, conforme o explica o dicionário, é a arte de manter o direito e de promover os interesses de um Estado ou governo perante os Estados e governos estrangeiros. Também significa habilidade, astúcia e finura. Foi habilidade e astúcia que o cônsul-geral Américo Dyott Fontenelle e o cônsul-adjunto do órgão, o conselheiro Cesar de Paula Cidade, usaram para agredir, discriminar e humilhar os funcionários do Consulado Geral do Brasil em Sidney e que também foram acusados por oito funcionários daquele Consulado por assédio moral e sexual, homofobia, discriminação e abuso de poder?
Reparem só: em 2007, Fontenelle foi investigado quando atuava em Toronto, no Canadá, por assédio moral e sexual, mas a sindicância acabou arquivada pela dificuldade de se obter provas materiais, apesar dos "elementos testemunhais relevantes".
Diante do escândalo, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, removeu Fontenelle para a Secretaria de Estado. Que belo prêmio, varreu o lixo para baixo do tapete e fica por isso mesmo? Pensei que corporativismo existisse somente na política, mas agora vi que a diplomacia também está contaminada. Brasil, um país de tolos!
Izabel Avallone